A morte do menino Henry Borel, de 4 anos, ocorrida em março de 2021, segue sendo um dos casos de maior repercussão no país. O processo envolve o ex-vereador Jairinho e a mãe da criança, Monique Medeiros, acusados de participação na morte do menino.
O julgamento do caso será retomado nesta terça-feira (26), no Rio de Janeiro, após ter sido interrompido na sessão anterior, realizada na segunda-feira (25). O processo está sendo conduzido pelo Tribunal do Júri.
Nesta etapa, estão previstos novos depoimentos de testemunhas ligadas à investigação. Devem ser ouvidos o delegado Henrique Damasceno, a delegada Ana Carolina Medeiros e o perito criminal Luiz Carlos Prestes.
Quer saber mais notícias do Brasil? Acesse nosso canal no Whatsapp
Primeiro dia teve debates e tensões
A primeira sessão do julgamento foi marcada por debates entre acusação e defesa e momentos de tensão no plenário.
Durante a audiência, o ex-vereador Jairinho chegou a questionar a continuidade do julgamento, alegando dificuldades relacionadas à saúde de seu advogado principal. A defesa também pediu adiamento do júri.
O Ministério Público, no entanto, contestou os argumentos e afirmou que a equipe de defesa acompanha o caso há anos, defendendo a continuidade do julgamento.
Em outro momento, houve discussão entre o promotor e a defesa durante a sessão, após questionamentos sobre a condução das estratégias jurídicas apresentadas no tribunal.
O caso segue em andamento e deve avançar com a oitiva de testemunhas e análise das provas reunidas ao longo da investigação.
O caso
Segundo laudo do Instituto Médico-Legal (IML), Henry sofreu 23 lesões e morreu em decorrência de hemorragia interna provocada por ação contundente. A perícia descartou a versão inicial apresentada pelos investigados, de que o caso teria sido um acidente doméstico.
As investigações da Polícia Civil apontaram que a criança era submetida a um contexto de agressões e tortura. De acordo com o inquérito, há indícios de que Monique tinha conhecimento das violências e teria sido alertada sobre as agressões antes da morte do filho.
Os dois réus respondem por homicídio triplamente qualificado, tortura, coação no curso do processo e fraude processual.
