A Justiça de Minas Gerais decidiu manter preso o turista argentino Eduardo Ignacio, acusado de praticar racismo contra uma criança durante um passeio no trem turístico Maria Fumaça, que liga os municípios de São João del-Rei e Tiradentes.

A decisão foi tomada pela 1ª Vara Criminal da comarca de São João del-Rei, durante audiência de custódia realizada nesta segunda-feira (25), quando a prisão em flagrante foi convertida em prisão preventiva.

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O caso ganhou repercussão após o homem ser acusado de fotografar uma criança negra e compartilhar as imagens acompanhadas de mensagens de teor racista em aplicativos de mensagens.

Entenda o caso

De acordo com o boletim de ocorrência, o menino, de apenas 7 anos, foi fotografado pelo turista durante o passeio realizado no domingo (24).

Segundo o registro policial, as imagens foram enviadas em conversas por aplicativo e continham comentários ofensivos. Entre as mensagens encontradas, o suspeito teria citado a possibilidade de “levá-lo como escravo”.

A atitude chamou a atenção de outros passageiros que estavam no trem. Ao perceberem a situação, algumas pessoas alertaram a mãe da criança, que decidiu confrontar o homem.

Ainda conforme o boletim, o suspeito desbloqueou o aparelho celular voluntariamente, permitindo que a mulher visualizasse as mensagens e as fotografias.

Suspeito foi contido por passageiros

Antes da chegada da Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG), passageiros do trem impediram que o homem deixasse o local.

Os policiais constataram que o conteúdo com teor racista havia sido compartilhado em grupos e aplicativos de mensagens. Diante das provas reunidas e dos relatos de testemunhas, o argentino foi preso com base no artigo 20 da Lei nº 7.716/1989, que trata dos crimes resultantes de preconceito de raça, cor, etnia ou procedência nacional.

O caso segue sendo investigado pelas autoridades mineiras.

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