Na manhã desta segunda-feira (1°), a Polícia Civil de São Paulo deflagrou a Operação WI-FI, que mira Karina Ferreira da Gama, sócia da produtora Go UP Entertainment Ltd, responsável pelo filme Dark Horse, sobre a trajetória de Jair Bolsonaro. A investigação apura suspeita de fraude em licitação da Prefeitura de São Paulo, cujo contrato com o Instituto Conhecer Brasil (ICB), ONG de Karina, previa a implantação de 5 mil pontos de Wi-Fi gratuitos em comunidades da cidade.
O contrato inicial de R$ 108 milhões teve aditivos que elevaram os repasses a R$ 157,1 milhões, sendo que pelo menos R$ 26 milhões teriam sido pagos “sem a efetiva prestação do serviço”. Segundo as autoridades, há indícios de fraude na licitação, fraude na execução do contrato e possível desvio de recursos públicos.
Conteúdos relacionados:
- Fim da escala 6x1 entra em nova disputa no Senado Federal
- Aposentado do INSS pode comprar passagens aéreas por até R$ 200
- Caso Henry Borel: julgamento de Jairinho e Monique entra o sétimo dia
Entre os alvos da operação estão o ICB, a Go UP, dois endereços residenciais de Karina e a sede da Secretaria Municipal de Inovação e Tecnologia. A ação cumpre oito mandados de busca e apreensão determinados pela 1° Vara Regional de Garantias (1° RAJ).
A investigação se baseia em inquérito da 2° Delegacia de Crimes Contra a Administração Pública, Combate à Corrupção e Lavagem de Dinheiro (DICCA), aberto após denúncia de Leonardo Carvalho Bastos, membro do conselho de ética do PT de Sapucaia do Sul, ao Ministério Público Federal.
O contrato 01/SMIT/2024 tinha como objetivo a implantação, operação e manutenção de 5 mil pontos públicos de Wi-Fi, mas o Tribunal de Contas do Município apontou 20 irregularidades no edital, incluindo seleção de entidade sem experiência técnica no setor. Além disso, o valor pago por ponto foi significativamente superior ao praticado em contratos anteriores, configurando possível sobrepreço.
Quer mais notícias direto no celular? Acesse nosso canal no WhatsApp!
Até dezembro de 2025, a Prefeitura havia pago R$ 83 milhões ao ICB e reservou outros R$ 53 milhões no orçamento de 2026, sendo que R$ 12,2 milhões já foram liquidados neste ano. Segundo a Promotoria, apenas 3,2 mil pontos foram instalados, e há suspeita de que boa parte dos demais nem chegou a ser implementada.
