Uma testemunha que presenciou a morte de Maria Eduarda durante um salto de rope jump em Limeira, município de São Paulo, afirmou ter visto um funcionário da empresa responsável pela atividade retirar a câmera GoPro que a jovem utilizava no momento do acidente. 

A tragédia ocorreu no último sábado (13), quando Maria Eduarda foi lançada de uma ponte sem estar conectada à corda de segurança. Segundo as investigações, funcionários da empresa Entre Cordas não perceberam que a vítima ainda não havia sido presa ao equipamento essencial para a realização do salto. 

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Em entrevista exclusiva à CNN Brasil, o coordenador pedagógico Rafael Goulart, que integrava um grupo de cerca de 80 pessoas que havia reservado a atividade com meses de antecedência, contou que presenciou toda a cena. Segundo ele, após a queda, um integrante da equipe se dirigiu até ao local onde estava o corpo da jovem para retirar a câmera.

"A gente olhava lá pra baixo, estava o corpo da menina que foi assassinada por eles. E eles preocupados em tirar a câmera do pescoço dela e da mão dela. [...] Não sei se é pra esconder provas, ou se é porque o equipamento é caro. Independente de qualquer coisa, não tinha que mexer", disse.

Ainda segundo Rafael, a queda ocorreu de forma muito rápida. Maria Eduarda foi a primeira participante do dia a realizar o salto no modelo conhecido como "aviãozinho". De acordo com ele, os participantes anteriores utilizaram outro formato de descida.

"Ela foi a primeira a ir nesse modelo que chama aviãozinho. As duas pessoas que estavam na plataforma só tem que levantar a menina, não tinha como eles verificarem. Quem tinha que verificar era quem estava atrás", afirmou.

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Rafael também compartilhou que já havia participado de atividades semelhantes com outras empresas e que os protocolos de segurança observados anteriormente eram mais rigorosos, com funções bem definidas para cada integrante da equipe e maior controle sobre o acesso à plataforma.

Além da retirada da câmera, ele afirmou não ter visto funcionários acionando o socorro após o acidente. Segundo ele, outros participantes teriam chamado ajuda enquanto aguardavam a chegada do SAMU. A testemunha também afirmou que a empresa teria desativado o perfil no Instagram e encerrado o grupo de mensagens dos inscritos antes da chegada do resgate.

Vídeos gravados por pessoas que aguardavam o salto registraram o momento em que a jovem foi lançada sem a corda de segurança. Apesar das tentativas de reanimação realizadas no local até a chegada do SAMU, Maria Eduarda morreu em decorrência de politraumatismo. Até o momento,  três funcionários da empresa foram presos. A Justiça de São Paulo converteu as detenções em prisão preventiva após audiência de custódia realizada neste domingo (14).

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