Um novo desdobramento envolvendo investigações que tramitam no Supremo Tribunal Federal (STF) reacende a atenção para a situação jurídica do ex-presidente Jair Bolsonaro. O caso envolve a apreensão de uma arma de fogo registrada em seu nome e encontrada com um agente ligado ao Gabinete de Segurança Institucional (GSI), resultando em determinação judicial para que ele preste esclarecimentos à Justiça nos próximos dias.

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, determinou que o ex-presidente Jair Bolsonaro seja ouvido no inquérito que investiga a apreensão de uma pistola registrada em seu nome e localizada com um agente do GSI durante uma abordagem no Distrito Federal.

CONTEÚDOS RELACIONADOS:

A oitiva foi marcada para o dia 23 de junho, às 15h, e deverá ocorrer de forma presencial na residência de Bolsonaro, em Brasília. A decisão foi assinada por Moraes na tarde desta sexta-feira (19/6).

A investigação está sob responsabilidade da 17ª Delegacia de Polícia de Taguatinga Norte, vinculada à Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), que havia solicitado autorização ao STF para ouvir o ex-presidente.

Na decisão, Moraes destacou que o depoimento deve ocorrer no local onde Bolsonaro cumpre prisão domiciliar humanitária, justificando a medida pelas restrições legais ao uso de comunicações eletrônicas.

Além de autorizar o depoimento, o ministro também solicitou esclarecimentos da defesa do ex-presidente sobre a eventual contratação de profissional de saúde para acompanhá-lo durante o período noturno, bem como informações sobre a rotina dos agentes de segurança que o assistem.

Bolsonaro cumpre prisão domiciliar humanitária após condenação a 27 anos e 3 meses de prisão por tentativa de golpe de Estado.

O caso teve início após a apreensão da arma na última segunda-feira (15), no Pistão Norte, em Taguatinga. O armamento estava com um sargento do Exército Brasileiro ligado ao GSI, identificado como Estácio Leite da Silva Filho.

Segundo relato do policial militar que realizou a abordagem, o agente afirmou trabalhar para Bolsonaro e declarou que a pistola pertencia ao ex-presidente.

Em depoimento, o sargento disse ter recebido a arma no mesmo dia para verificar uma suposta falha mecânica, com a intenção de devolvê-la após o reparo.

Quer mais notícias do Brasil? Acesse nosso canal no WhatsApp

Diante da situação, a Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) instaurou inquérito para apurar as circunstâncias da posse e circulação do armamento, comunicando o caso ao Supremo Tribunal Federal.

Em manifestação encaminhada ao STF, Jair Bolsonaro afirmou que entregou a arma ao agente após identificar um defeito técnico no equipamento.

MAIS ACESSADAS