A investigação sobre a morte da estudante de medicina Letícia de Morais Vasconcelos Rodrigues, de 40 anos, começa a revelar como familiares e amigos descobriram o crime que chocou a cidade de Barbacena, em Minas Gerais. A vítima foi encontrada sem vida dentro do apartamento onde morava na noite do último sábado (27), e o principal suspeito é o namorado, preso menos de 24 horas depois.
De acordo com as informações levantadas pela Polícia Militar, o primeiro a entrar no imóvel foi o ex-marido de Letícia, com quem ela teve dois filhos e manteve um relacionamento por cerca de 16 anos. Ele chegou ao local após ser procurado por uma amiga da vítima, que estranhou a falta de contato ao longo do dia.
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A preocupação aumentou quando pessoas próximas perceberam que o carro da estudante não estava na garagem do condomínio. Diante da impossibilidade de encontrar uma chave reserva, o ex-marido, acompanhado da vizinha e do padrasto de Letícia, decidiu tentar acessar o apartamento por outro caminho.
O homem passou pela sacada de um imóvel vizinho e entrou no apartamento por uma porta de vidro que estava destrancada. Ao descer para o primeiro andar, encontrou a estudante caída na sala. Sem obter qualquer resposta, voltou à sacada para pedir ajuda. Na sequência, ele, a vizinha e o padrasto arrombaram a porta principal, enquanto o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e a Polícia Militar eram acionados.
A perícia constatou que Letícia sofreu mais de 100 golpes de faca. As lesões estavam concentradas principalmente na cabeça, no pescoço e nas costas, indicando a extrema violência empregada no crime.
As investigações apontam como principal suspeito o namorado da vítima, Gustavo Dutra Lima, de 25 anos. Conforme a Polícia Militar, ele passou a noite no apartamento e deixou o prédio por volta das 8h15 do domingo (28). Durante a apuração, os policiais também verificaram que o celular e o veículo de Letícia não foram encontrados no imóvel.
O suspeito foi localizado e preso na manhã do último domingo (28), no município de Bom Jardim de Minas. Posteriormente, a Justiça converteu a prisão em flagrante em prisão preventiva, permitindo que ele permaneça detido durante o andamento das investigações. Os advogados que representam Gustavo informaram, por meio de nota, que não irão se manifestar neste momento.
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Até agora, a motivação do crime não foi esclarecida. A Polícia Civil instaurou inquérito e informou que o caso é tratado como feminicídio. Segundo a corporação, novas informações não serão divulgadas neste momento para não comprometer o andamento das investigações,
