Nubank firma acordo com Banco Porto Real para garantir licenciamento regulatório. Entenda os impactos e detalhes da operação.

O Nubank anunciou a aquisição do Banco Porto Real de Investimentos, em uma movimentação estratégica para garantir sua permanência como banco oficialmente reconhecido no Brasil e evitar mudanças em sua marca após novas exigências regulatórias do Banco Central (BC).

O acordo, divulgado nesta segunda-feira (20), ainda depende da aprovação do BC. O valor da transação não foi informado.

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A operação atende aos requisitos da Resolução Conjunta nº 17, editada pelo Banco Central e pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), que determina que apenas instituições autorizadas a operar como banco podem utilizar termos como "banco" ou "bank" em seus nomes, marcas, domínios na internet ou qualquer forma de apresentação ao público.

A norma, aprovada em novembro de 2025, concedeu prazo de um ano para que empresas em desacordo com a regra se adaptassem. Caso não obtivesse uma licença bancária, o Nubank poderia ser obrigado a alterar sua identidade comercial.

Compra garante licença bancária

Com a conclusão da aquisição, o Nubank incorporará a licença bancária do Banco Porto Real ao seu conglomerado financeiro. Atualmente, a fintech já opera com autorizações para atuar como:

  • Instituição de Pagamento (IP);
  • Sociedade de Crédito, Financiamento e Investimento (Financeira);
  • Corretora de Títulos e Valores Mobiliários (CTVM).

Segundo a empresa, a inclusão da nova licença não exigirá aumento de capital nem mudanças na estrutura financeira do grupo.

Além disso, o Nubank garantiu que a operação não provocará alterações para os clientes.

"Para os 115 milhões de clientes do Nubank no Brasil, nada muda: o aplicativo, os produtos, os serviços, a marca e o nome da instituição permanecem os mesmos", informou a fintech em nota.

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Quem é o Banco Porto Real?

Fundado em 1992, na cidade de Porto Real (RJ), o Banco Porto Real de Investimentos atua principalmente na concessão de crédito para clientes do segmento de atacado.

Dados do Banco Central mostram que a instituição encerrou o primeiro trimestre de 2026 com:

  • R$ 32,1 milhões em ativos;
  • Lucro líquido de R$ 352 mil.

A diretoria é formada por Elizabeth Tarquínio Monteiro da Costa, vice-presidente, e Luiz Eduardo Tarquínio Monteiro da Costa, presidente.

A família Tarquínio ficou conhecida por controlar a antiga Companhia Fluminense de Refrigerantes, responsável pelo engarrafamento da Coca-Cola no Brasil. A empresa foi vendida ao grupo mexicano Femsa em 2013 por US$ 448 milhões.

Em 2025, Luiz Eduardo Tarquínio e sua família passaram a integrar a lista de bilionários da revista Forbes, com patrimônio estimado em R$ 1,1 bilhão.

A aquisição representa mais um passo na expansão institucional do Nubank, que busca consolidar sua atuação no sistema financeiro brasileiro sem precisar alterar a marca que o tornou uma das maiores fintechs do mundo.

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