A defesa do ator Marco Furlan, indiciado pela Polícia Civil de São Paulo por suspeita de estupro de vulnerável, passou a questionar a forma como a investigação foi conduzida. O caso envolve uma criança de cinco anos e teria ocorrido durante uma festa realizada em Pindamonhangaba, no interior de São Paulo, no dia 2 de agosto.
A advogada Graciele Queiroz afirma que a apuração foi concluída em apenas cinco dias e aponta diligências que, segundo ela, não teriam sido realizadas. Entre os questionamentos apresentados pela defesa estão a ausência de depoimentos de todas as pessoas que estavam na festa e a falta de coleta de determinados materiais que poderiam contribuir para esclarecer o episódio.
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Segundo a defesa, Furlan afirma não se recordar de parte dos acontecimentos daquela noite. O ator teria relatado que havia consumido bebida alcoólica e passado por períodos de perda de memória. A versão apresentada por ele também envolve uma suposta relação sexual consensual com a prima, que era a aniversariante da festa, antes de ele perder a consciência.
A defesa também rejeita a versão de que o ator teria confundido a criança com a própria namorada. De acordo com a advogada, essa afirmação não teria sido feita por Furlan, apesar de aparecer entre as informações registradas durante a apuração policial.
O episódio veio à tona depois que a mãe da criança encontrou o filho sem roupas em um quarto junto com Furlan. Segundo o relato apresentado pela família, a criança estava chorando e teria reclamado de dores após ser encontrada. O ator também estava sem roupas no momento em que foi localizado.
Exames realizados inicialmente não identificaram lesões visíveis na criança. A defesa da família, porém, afirma que esse resultado não é suficiente para afastar a suspeita investigada. A representante da família também informou que exames complementares ainda devem ser concluídos.
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A criança ainda deverá ser ouvida formalmente no decorrer da apuração. A família sustenta que existem outros elementos reunidos pela investigação, incluindo relatos de testemunhas e avaliações médicas e psicológicas.
