Além de Haddad, o presidente mencionou outros nomes que, segundo ele, podem assumir protagonismo na esquerda após sua aposentadoria política.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição, afirmou nesta sexta-feira (14), durante entrevistas a podcasts, que o ex-ministro da Fazenda Fernando Haddad tem potencial para sucedê-lo na liderança da esquerda. Apesar do elogio, Lula avaliou que Haddad ainda precisa desenvolver mais características de liderança.

Além de Haddad, o presidente mencionou outros nomes que, segundo ele, podem assumir protagonismo na esquerda após sua aposentadoria política. Entre eles estão os ex-ministros Camilo Santana (PT) e Rui Costa (PT), o ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos (PSOL), o ex-prefeito do Recife João Campos (PSB) e o governador do Piauí, Rafael Fonteles (PT).

Lula afirmou que há novas lideranças surgindo no cenário político e reafirmou com os nomes citados acima que podem ganhar espaço.

Durante a entrevista, Lula ainda criticou a falta de lideranças nacionais no Brasil. Na avaliação do presidente, os principais políticos recentes com esse perfil foram ele próprio e o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

"Quem foi liderança nacional mais recente foi eu e o Bolsonaro. O Bolsonaro tem voto em todos os Estados do Brasil. Não é a figura dele, é o bolsonarismo, a extrema direita, muito deles fascistas que se juntaram", declarou o presidente da República.

Lula participou nesta sexta-feira (14) de um podcast com influenciadoras dos programas “Não Inviabilize” e “Cunhãs”.

Ao explicar sua avaliação sobre a ausência de lideranças nacionais, o presidente citou partidos de centro que, segundo ele, possuem figuras de destaque principalmente em âmbito regional. Para Lula, o Brasil ainda carece de partidos com atuação e lideranças de alcance verdadeiramente nacional.

"O Brasil não tem partido nacional. Não tem o hábito de liderança nacional. As lideranças são locais. O MDB tem o cacique do Ceará, Pernambuco e São Paulo. Não tem lideranças nacionais", disse o presidente.

Campanha de Lula deve priorizar canais digitais em 2026

Segundo informações do Broadcast Político, serviço de notícias em tempo real do Grupo Estado, a campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) deve evitar a participação em debates e entrevistas com veículos da mídia tradicional.

A estratégia prevê priorizar a presença do petista em canais digitais, considerados pela campanha ambientes mais informais e com menor exposição a perguntas sobre temas considerados desconfortáveis.

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