O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) denunciou à Justiça, nessa quinta-feira (13/08), Gustavo Dutra Lima, acusado de matar a estudante de medicina Letícia de Morais Vasconcelos Rodrigues, de 40 anos, dentro do próprio apartamento, em Barbacena, na Zona da Mata mineira.
Segundo a denúncia, o crime ocorreu no dia 27 de junho deste ano e teve como vítima a mulher que, na época, mantinha um relacionamento com o suspeito. Gustavo foi denunciado pelos crimes de feminicídio qualificado e furto mediante fraude.
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De acordo com o MPMG, o assassinato foi cometido com emprego de meio cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima. A Promotoria de Justiça de Barbacena sustenta que o crime ocorreu “em razão da condição do sexo feminino, por envolver violência doméstica em uma relação íntima de afeto e menosprezo à condição de mulher”.
De acordo com a denúncia, Letícia e Gustavo cursavam medicina e mantinham uma relação marcada por ciúmes excessivos e comportamentos controladores atribuídos ao acusado. Na madrugada do crime, os dois saíram juntos e retornaram ao apartamento da estudante e, após uma discussão, Gustavo teria começado a agredir Letícia até deferir 135 golpes de faca contra ela.
Ainda segundo a acusação, depois do assassinato, Gustavo tomou banho e deixou o apartamento levando o carro da vítima, as chaves da residência, cartões bancários e um tablet.
Na sequência, ele fugiu em direção ao Rio de Janeiro, onde acabou sendo localizado e preso no município de Bom Jardim de Minas, no dia seguinte ao crime. As investigações também apontaram que o acusado realizou gastos utilizando os cartões bancários de Letícia.
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O corpo da estudante foi encontrado pelo ex-marido dela, que acionou a polícia ao local. Antes disso, uma amiga dela havia estranhado o desaparecimento da vítima e pedido que ele fosse até o apartamento para verificar o que havia acontecido.
Diante da gravidade do caso, o MPMG reforçou à Justiça o pedido para que a prisão preventiva de Gustavo seja mantida. Entre os argumentos apresentados estão o risco de fuga e a própria gravidade do crime investigado.
A acusação ainda reúne as circunstâncias relacionadas ao assassinato e à retirada dos pertences da vítima do apartamento. O processo tramita em segredo de Justiça e seguirá sob análise do Judiciário.
