Padre Júlio Lancellotti é conhecido pela atuação em defesa da população em situação de rua em São Paulo

O padre Júlio Lancellotti continua proibido de usar as redes sociais e realizar transmissões ao vivo por determinação da Arquidiocese de São Paulo. A medida, anunciada pelo sacerdote em dezembro de 2025, impede que ele mantenha a rotina de lives que acompanhava suas celebrações e alcançava milhões de seguidores.

A decisão foi comunicada pelo próprio padre Júlio durante a missa dominical realizada em 14 de dezembro de 2025, na Paróquia São Miguel Arcanjo, na Mooca, em São Paulo. Na ocasião, ele afirmou aos fiéis que aquela seria a última vez que o sermão seria transmitido ao vivo.

À época, a determinação havia sido tomada pelo então arcebispo de São Paulo, cardeal Dom Odilo Scherer. O padre possui mais de 2,4 milhões de seguidores nas redes sociais.

Atuação com a população em situação de rua

Padre Júlio Lancellotti é conhecido pelo trabalho à frente da Pastoral do Povo da Rua, iniciativa voltada ao atendimento e à defesa de pessoas em situação de rua na capital paulista.

A atuação do sacerdote e suas manifestações públicas também costumam gerar repercussão. Nas redes sociais, ele defende pautas relacionadas à inclusão de minorias, pessoas em situação de vulnerabilidade, dependentes químicos, pessoas transgênero e travestis.

A restrição às redes sociais foi interpretada por apoiadores como uma reação às posições sociais e políticas manifestadas pelo religioso.

Padre Júlio entra na luta contra as bets

Além da atuação social, o padre Júlio Lancellotti passou a integrar uma iniciativa contra as plataformas de apostas esportivas. Ele e outras duas entidades de proteção às crianças ingressaram com uma ação contra a Pixbet, empresa que é alvo de uma operação da Polícia Federal.

Segundo apuração do colunista Ramiro Brites, do Metrópoles, a ação foi apresentada ao Ministério Público da Paraíba (MPPB) e pede o bloqueio de R$ 1 bilhão da plataforma.

O processo também solicita que a empresa seja condenada ao pagamento de indenização por danos morais coletivos. Entre as medidas pedidas estão mecanismos mais rigorosos de verificação de idade e reconhecimento facial, além da suspensão das plataformas de apostas em todo o território nacional.

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