A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou a proibição da fabricação, venda e uso de suplementos alimentares de duas marcas específicas: Newfit e SharkPro. As resoluções, publicadas nesta segunda-feira no Diário Oficial da União, foram motivadas por diferentes tipos de irregularidades detectadas nos produtos.

A fiscalização e suspensão de produtos irregulares ou que possam colocar a saúde dos consumidores em risco é uma das atribuições da Anvisa. No último mês, a agência também suspendeu a venda em todo o Brasil de outros produtos, como a venda de uma marca de energético e de água; um lote de remédios contaminados por fungos; e uma lista de chás emagrecedores e "falsos mounjaros".

No caso da Newfit, fabricada pela empresa RBB Top New, uma análise laboratorial conduzida pela Unicamp identificou a presença de sibutramina, fluoxetina e furosemida. Essas substâncias não constam na lista de ingredientes informada na embalagem, o que a Anvisa classificou como um indício de adulteração do produto. A agência determinou a apreensão e a suspensão de todos os lotes dessa marca.

Em relação à marca Shark Pro, da empresa RCA Labs, a suspensão ocorreu após uma inspeção da Vigilância Sanitária Municipal de Capivari, em São Paulo. A fiscalização encontrou falhas graves nas boas práticas de fabricação, como a ausência de controle de qualidade das matérias-primas e armazenamento inadequado.

Também foram relatadas faltas de registros de manutenção de equipamentos, ausência de estudos de estabilidade e omissão de informações sobre alérgenos nos rótulos. Por conta dessas irregularidades, a Anvisa determinou o recolhimento e a interrupção da comercialização de todos os suplementos da marca em todos os seus lotes.

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