A vacina contra o herpes-zóster poderá passar a ser oferecida gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS) para pessoas com mais de 50 anos. A medida está prevista no Projeto de Lei (PL) 4.426/2025, aprovado na terça-feira (1º) pela Comissão de Assuntos Sociais (CAS) do Senado.
A proposta também contempla pessoas com mais de 18 anos que tenham imunossupressão ou outras condições de saúde capazes de comprometer o sistema imunológico.
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Após a aprovação na comissão, o texto seguirá para a Câmara dos Deputados, caso nenhum senador apresente requerimento para que a matéria seja analisada pelo Plenário do Senado.
Como será a vacinação
De acordo com a proposta, o esquema de imunização contra o herpes-zóster será composto por duas doses. A segunda aplicação deverá ocorrer, geralmente, entre dois e seis meses depois da primeira.
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A vacina recombinante prevista no projeto já possui registro sanitário no Brasil e é indicada para adultos a partir dos 50 anos, além de pessoas imunocomprometidas. O parecer favorável ao projeto foi apresentado pela senadora Damares Alves (Republicanos-DF).
Quem poderá receber
Se o projeto for aprovado nas próximas etapas e posteriormente sancionado, a vacinação gratuita deverá contemplar:
- Pessoas com mais de 50 anos;
- Adultos com mais de 18 anos que tenham imunossupressão;
- Pessoas com outras condições clínicas que prejudiquem o funcionamento do sistema imunológico.
A inclusão desses grupos busca ampliar a proteção justamente entre pessoas que apresentam maior risco de desenvolver complicações relacionadas à infecção.
O que é o herpes-zóster?
O herpes-zóster é provocado pelo mesmo vírus responsável pela catapora. Depois da infecção inicial, o vírus pode permanecer adormecido no organismo durante anos e voltar a se manifestar posteriormente.
A reativação é mais comum com o avanço da idade ou quando o sistema imunológico está enfraquecido, situação que pode ocorrer, por exemplo, em pessoas com determinadas doenças crônicas, câncer ou que passaram por transplantes.
Entre os principais sintomas estão lesões na pele, dor nos nervos, sensação de ardência, coceira e febre.
A vacinação tem como objetivo reduzir o risco de ocorrência da doença e de suas complicações, especialmente entre os grupos considerados mais vulneráveis.
Próximos passos
Com a aprovação na Comissão de Assuntos Sociais, o projeto poderá seguir diretamente para a Câmara dos Deputados. Isso ocorrerá se não houver solicitação para que o texto seja levado ao Plenário do Senado.
A inclusão da vacina no SUS, portanto, ainda depende da conclusão da tramitação do projeto e das etapas necessárias para que a medida entre efetivamente em vigor.
