Uma operação da Polícia Civil terminou com a descoberta de uma estrutura montada para fabricar cosméticos falsificados em Itaquaquecetuba, na Grande São Paulo. O imóvel, localizado no Jardim Mônica, era utilizado para produzir perfumes e body splashes com a marca WePink, associada à influenciadora Virgínia Fonseca.
A ação aconteceu na última quarta-feira (2) e resultou na prisão em flagrante de 13 pessoas, sendo sete homens e seis mulheres. Os agentes encontraram uma linha de produção instalada no local, com equipamentos e matéria-prima utilizados na fabricação dos produtos.
Conteúdo Relacionado
- Entenda a suposta ligação entre empresa de Virginia e o PCC
- Depósito de produtos ligado à Virgínia Fonseca é interditado pela Anvisa
O volume de mercadorias chamou a atenção dos investigadores: havia 230 caixas preparadas para comercialização, cada uma com 48 unidades. Somados, os produtos chegam a mais de 11 mil itens falsificados.
Além dos cosméticos já embalados, a polícia apreendeu maquinário industrial, reservatórios e recipientes com essências. Também foram recolhidos celulares e um veículo que, segundo a investigação, podem ajudar a esclarecer o funcionamento do esquema.
A apuração teve início depois que a empresa responsável pela marca identificou a comercialização de produtos suspeitos. Os investigadores passaram a acompanhar anúncios e pontos de venda, inclusive na região central da capital paulista.
A partir do monitoramento e da análise de movimentações financeiras, a polícia chegou ao imóvel usado como fábrica clandestina. O responsável apontado como coordenador da produção não foi encontrado durante a operação e permanece sendo procurado. A investigação tenta agora identificar todos os envolvidos na fabricação e distribuição das mercadorias.
Entre os 13 presos nesta operação, cinco já haviam sido detidos anteriormente em uma investigação envolvendo outra fábrica clandestina de cosméticos falsificados. A repetição da participação dos suspeitos chamou a atenção dos investigadores e deverá ser considerada no prosseguimento da apuração.
Quer saber mais do Brasil? Acesse o nosso canal no WhatsApp
Os detidos são investigados por crimes relacionados à falsificação e à atuação conjunta para produção e comercialização dos produtos. A Polícia Civil pretende aprofundar a investigação para identificar a dimensão da estrutura e os responsáveis por sua organização.
