Uma investigação da Polícia Federal (PF) busca esclarecer como uma rede suspeita de tráfico internacional de crianças teria atuado na venda de um bebê brasileiro para uma adoção ilegal no Paraguai. O caso veio à tona nesta sexta-feira (04/09).
De acordo com as autoridades, as primeiras apurações foram conduzidas pela Polícia Civil do Paraná e tiveram como ponto de partida o desaparecimento e a transferência do recém-nascido, que, segundo os investigadores, foi entregue a terceiros no Paraguai após uma negociação.
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Contudo, como o caso envolve uma possível prática criminosa com dimensão internacional, a investigação passou para a competência da Justiça Federal e a Polícia Federal assumiu a apuração.
A partir do trabalho realizado pela Superintendência da PF no Paraná, foi identificado um grupo suspeito de envolvimento nas negociações. Com isso, o recém-nascido foi localizado e recuperados pelas autoridades.
A ação faz parte da “Operação Repatriar”. Segundo a PF, durante as investigações, os agentes cumpriram três mandados de busca e apreensão em Foz do Iguaçu contra pessoas suspeitas de terem participado da entrega do bebê e da intermediação da negociação que teria permitido a transferência da criança.
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Ainda segundo a Polícia Federal, os policiais também apreenderam celulares e documentos, que deverão ser analisados para ajudar a esclarecer a dinâmica da negociação e identificar outros possíveis envolvidos.
A expectativa da PF é que as perícias realizadas material apreendido forneçam novas informações sobre o funcionamento do grupo investigado e sobre uma possível rede de tráfico internacional de crianças.
