A prova de vida do INSS virou novamente uma armadilha para aposentados e pensionistas. Criminosos estão se passando por funcionários do Instituto Nacional do Seguro Social para convencer beneficiários de que precisam regularizar o procedimento com urgência.
A estratégia começa, geralmente, com uma ligação ou mensagem. O golpista afirma que existe alguma pendência na prova de vida e que o benefício pode ser suspenso caso a vítima não tome uma providência imediatamente.
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É justamente o senso de urgência que ajuda a fraude a funcionar. Depois de estabelecer contato, o criminoso pode pedir informações pessoais, orientar a vítima a acessar um link ou solicitar que ela siga comandos durante uma ligação. Essas etapas podem permitir a captura de dados usados posteriormente em outras fraudes.
Dados podem abrir caminho para prejuízo
O risco não está apenas na perda das informações fornecidas. Dados pessoais e bancários obtidos pelos criminosos podem ser utilizados para novas tentativas de fraude ou para acessar serviços financeiros em nome da vítima.
Por isso, mensagens que mencionem bloqueio imediato do benefício e exijam o fornecimento de dados, senhas, códigos ou pagamentos devem ser tratadas como suspeitas.
O INSS reforça que não solicita informações pessoais, senhas ou pagamentos por telefone para realizar a prova de vida. O instituto também não orienta beneficiários a fornecer esses dados por mensagens.
Como a prova de vida funciona
A comprovação de vida não depende, como regra, de uma ligação de um suposto funcionário do INSS. O procedimento é feito prioritariamente por meio do cruzamento de informações disponíveis em bases de dados.
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Quando é necessária uma ação do beneficiário, a situação pode ser consultada pelos canais oficiais, como o aplicativo ou site Meu INSS e a Central 135. A comprovação também pode ser realizada por biometria facial no Meu INSS ou presencialmente no banco responsável pelo pagamento, quando necessário.
