O ciclone extratropical que começa a se formar nesta semana deve mudar radicalmente o tempo na Região Sul do Brasil. Depois de dias marcados por frio intenso, chuva congelada e geada, o cenário passa a ser de temperaturas em elevação e aumento da instabilidade, com possibilidade de temporais, granizo e fortes rajadas de vento.
A mudança começou a ser percebida na útima terça-feira (08/09), mas a instabilidade deve ganhar força a partir desta quarta (09/09). O oeste de Santa Catarina e o centro-oeste do Paraná estão entre as áreas com maior possibilidade de chuva intensa. Segundo informações do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), os volumes podem chegar a 200 milímetros em 48 horas.
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CHUVA INTENSA AUMENTA RISCO DE ALAGAMENTOS
De acordo com o meteorologista Arthur Müller, do Canal Rural, a formação do ciclone extratropical deve provocar uma concentração maior de umidade e instabilidade sobre o oeste catarinense e o centro-oeste paranaense.
Nessas áreas, a combinação de chuva volumosa e condições favoráveis à formação de tempestades pode provocar alagamentos e deslizamentos de terra, além de trazer impactos para atividades agrícolas.
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A previsão também aponta a atuação de um cavado meteorológico, sistema que pode contribuir para o desenvolvimento de áreas de tempestade. Com isso, há possibilidade de ocorrência de granizo e ventos intensos durante os períodos de maior instabilidade.
BAIXA PRESSÃO AMPLIA RISCO DE TEMPORAIS
A partir de sexta-feira (11/09), outro sistema deve reforçar a instabilidade. Uma área de baixa pressão entre o Rio Grande do Sul e Santa Catarina pode favorecer a ocorrência de chuva e temporais nos três estados da Região Sul.
No Paraná, em Santa Catarina e no Rio Grande do Sul, os volumes de chuva nas demais áreas devem ficar, em geral, entre 50 e 70 milímetros, segundo a previsão meteorológica.
O ciclone extratropical é formado fora das regiões tropicais e está associado a áreas de baixa pressão. Diferentemente dos furacões tropicais, esses sistemas costumam se desenvolver relacionados à passagem ou intensificação de frentes frias.
A formação ocorre a partir do encontro entre massas de ar com características diferentes, especialmente uma massa de ar frio e outra mais quente e úmida. A queda da pressão atmosférica contribui para intensificar os ventos e organizar a circulação do sistema.
LITORAL PODE TER RESSACA E VENTO FORTE
Além da chuva, a passagem de um ciclone extratropical pode provocar ventos fortes e condições adversas no litoral. Dependendo da trajetória e da intensidade do sistema, o deslocamento sobre o oceano pode favorecer a formação de ressaca e agitação marítima.
Por isso, áreas costeiras também devem acompanhar os alertas meteorológicos durante a evolução do fenômeno.
SUDESTE AINDA TERÁ DIAS DE FRIO
Enquanto o Sul começa a deixar para trás a onda de frio, o Sudeste ainda terá temperaturas baixas no início da semana. Em São Paulo, a previsão indica céu encoberto e ocorrência de chuva principalmente em áreas do norte, leste e litoral. A sensação de frio deve continuar mais presente na capital paulista, no litoral e no Vale do Ribeira.
Nesta quarta-feira, são esperados períodos de chuva passageira intercalados com momentos de sol em praticamente todo o estado. A tendência, portanto, é de uma rápida mudança no padrão do tempo: o frio intenso perde força no Sul, mas dá lugar a uma atmosfera mais instável, com possibilidade de chuva volumosa e temporais provocados pela formação do ciclone extratropical.
