O fenômeno tem causado mudanças climáticas no Brasil

O clima das últimas semanas tem mostrado mudanças que podem parecer contraditórias: enquanto algumas áreas do Brasil enfrentam frio intenso, outras registram chuva, calor ou períodos de forte instabilidade. Parte desse cenário ocorre durante a formação de um novo El Niño, fenômeno que começa a ganhar força no Oceano Pacífico.

O fenômeno acontece quando as águas da região equatorial do Pacífico ficam mais quentes que o normal e provocam alterações na circulação da atmosfera. Essas mudanças conseguem influenciar o comportamento do tempo a milhares de quilômetros de distância e podem modificar a distribuição das chuvas e das temperaturas.

Conteúdo Relacionado

Isso, porém, não significa que todo episódio de frio, calor ou chuva registrado neste momento seja causado diretamente pelo El Niño. Sistemas atmosféricos de curta duração, como frentes frias e massas de ar polar, continuam atuando e podem provocar mudanças bruscas mesmo durante a presença do fenômeno.

Foi o que ocorreu no Centro-Sul do país nos últimos dias. Uma massa de ar frio provocou temperaturas negativas e até registro de neve em áreas do Sul, enquanto novas incursões de ar frio ainda são esperadas. A influência do El Niño acontece em uma escala diferente, relacionada às tendências climáticas dos próximos meses.

Para o restante do ano, a expectativa chama atenção pela possibilidade de um episódio excepcionalmente forte. A Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA) elevou para 97% a probabilidade de um El Niño muito forte a partir do fim de setembro. A agência também aponta possibilidade de que o fenômeno alcance intensidade histórica entre outubro e dezembro.

No Brasil, os efeitos não serão iguais em todas as regiões. O El Niño costuma favorecer alterações importantes no regime de chuvas do Sul, enquanto áreas do Norte e Nordeste podem enfrentar condições mais quentes e períodos de menor precipitação.

Quer saber mais do Brasil? Acesse o nosso canal no WhatsApp

A intensidade e a duração dos impactos, entretanto, dependem da evolução do fenômeno e da combinação com outros sistemas atmosféricos. Por isso, a presença do El Niño não significa que o Brasil terá um padrão único de tempo nos próximos meses. 

MAIS ACESSADAS