Apesar de todo esse tempo de greve, os serviços do banco podem ser acessados por meios digitais

A greve dos empregados da Caixa Econômica Federal chegou ao 13º dia nesta quarta-feira (23) sem um acordo para encerrar a paralisação. O movimento começou em 10 de setembro e continua afetando o atendimento presencial em agências de diferentes regiões do país. O principal ponto de discordância entre os trabalhadores e a instituição está relacionado ao custeio do plano de saúde dos funcionários.

Enquanto as negociações continuam, os clientes não precisam interromper o pagamento de contas e boletos. A Caixa mantém em funcionamento o aplicativo, o internet banking, o WhatsApp do banco, os caixas eletrônicos, as lotéricas, os correspondentes Caixa Aqui e a rede Banco24Horas. Também estão disponíveis o Caixa Tem e aplicativos específicos para serviços como cartões, habitação e FGTS.

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Os pagamentos de benefícios do governo também continuam sendo realizados. Segundo a Caixa, os depósitos do Bolsa Família e do programa Pé-de-Meia seguem normalmente porque essas operações são automatizadas. O beneficiário pode movimentar os valores por meio do Caixa Tem, do aplicativo Caixa ou do cartão de débito vinculado à conta.

Quem precisa sacar o FGTS também consegue fazer a solicitação de forma remota. De acordo com a Caixa, todas as modalidades de saque podem ser requeridas pelo aplicativo FGTS, com exceção da utilização dos recursos especificamente para aquisição da casa própria.

O trabalhador pode ainda indicar uma conta bancária de sua titularidade, inclusive de outra instituição financeira, para receber o dinheiro. A Caixa informa que, em condições gerais, os pedidos de saque são processados em até cinco dias úteis. Nos casos relacionados a doenças graves, porém, a instituição informa prazo inicial de até 30 dias úteis para análise.

A paralisação também interfere em determinadas etapas de financiamentos habitacionais. A Caixa afirma que algumas operações continuam disponíveis pelos canais digitais, mas profissionais que acompanham os processos relatam que procedimentos que dependem da atuação de funcionários podem ficar mais lentos.

Entre os pontos que podem sofrer impacto estão a conferência dos documentos, a análise das propostas, a correção de pendências, a liberação de documentos e a assinatura dos contratos. Em algumas agências, funcionários que não aderiram à greve conseguem receber documentos e orientar os clientes, mas determinadas etapas dependem de setores que também podem estar afetados pela paralisação.

Por isso, compradores e vendedores podem aproveitar o período para deixar a documentação necessária organizada e resolver eventuais pendências já identificadas pelo banco. A orientação de especialistas ouvidos pela reportagem é manter contato com o correspondente ou com a instituição responsável pelo financiamento para acompanhar o andamento da operação.

A continuidade da greve ocorre depois que os bancários rejeitaram uma nova proposta apresentada pela Caixa. O plano de saúde é o principal ponto de impasse. Na proposta mais recente, o banco ampliou de 6,5% para 9% o limite de participação da instituição no custeio do Saúde Caixa a partir de 2027 e estabeleceu novas regras para as contribuições dos empregados e dependentes.

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Nesta quarta-feira (23), o Ministério Público do Trabalho levou a negociação para uma audiência de mediação pré-processual, com participação de representantes da Caixa e dos empregados. A instituição afirma que continua buscando uma solução negociada para o conflito.

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