A participação de uma criança de 9 anos na comemoração da votação de Flávio Bolsonaro no primeiro turno das eleições terminou na Justiça. O menino apareceu em vídeos sobre o teto de um carro, durante o ato político realizado em Parnamirim, na Grande Natal, segurando um objeto semelhante a uma arma.
O episódio ocorreu na noite do último domingo (4), após a divulgação do resultado que levou Flávio Bolsonaro e Luiz Inácio Lula da Silva ao segundo turno. A mãe da criança procurou o Conselho Tutelar depois que recebeu as imagens, que rapidamente começaram a circular nas redes sociais.
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Mãe busca regularizar guarda
Segundo o órgão, ela não sabia que o filho havia acompanhado o pai na manifestação. Os pais são separados há cerca de oito anos e, até então, mantinham um acordo informal sobre os períodos em que a criança ficava com cada um. Depois do episódio, a mãe decidiu recorrer à Justiça para formalizar a guarda.
Por enquanto, ela também impediu que o pai saia com o filho até que haja uma decisão judicial. Ao Conselho Tutelar, porém, afirmou considerar o homem um bom pai e disse que a medida foi tomada diante do que aconteceu no ato.
De acordo com o Conselho Tutelar, o pai informou que o objeto mostrado pelo menino nas imagens era uma arma de brinquedo. Mesmo assim, a situação passou a ser investigada pelas autoridades. A conselheira tutelar Amanda Melo comunicou o caso à Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente e ao Ministério Público.
A Polícia Civil do Rio Grande do Norte (PCRN), confirmou que identificou os pais e realiza diligências para esclarecer o episódio, mas que realiza a investigação sob segredo de Justiça.
Criança ficou envergonhada
Segundo o relato da mãe ao Conselho Tutelar, ele chorou e ficou envergonhado depois que o vídeo ganhou repercussão. A criança passou a receber acompanhamento psicológico. Ainda conforme o órgão, o menino conseguiu retomar a rotina escolar após receber apoio de amigos.
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O Conselho Tutelar informou que a atuação no caso não está relacionada a posicionamentos partidários. A preocupação, segundo a conselheira, é verificar as circunstâncias da exposição da criança e preservar a segurança e os direitos do menino.
