Flávio Bolsonaro afirma que Jair Bolsonaro colocará a faixa presidencial nele caso vença o segundo turno das eleições, em 25 de outubro. A declaração foi feita durante carreata em São Gonçalo, no Rio de Janeiro.

O senador Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência da República, afirmou neste sábado (10), durante uma carreata em São Gonçalo, na Região Metropolitana do Rio de Janeiro, que Jair Bolsonaro colocará a faixa presidencial nele caso vença o segundo turno das eleições, marcado para 25 de outubro. No discurso, o parlamentar também mencionou uma oração na cerimônia de posse, mas errou a data prevista para a solenidade, marcada para 5 de janeiro de 2027.

“Vocês verão, no dia 6 de janeiro de 2027, na data da posse, Flávio Nantes Bolsonaro fazendo uma oração e entregando o Brasil nas mãos de Deus, e vocês verão Jair Messias Bolsonaro colocando a faixa de presidência em mim”, declarou o senador sobre um trio elétrico.

A data citada por Flávio não corresponde ao calendário constitucional. Conforme a Emenda Constitucional nº 111, de 2021, o presidente eleito tomará posse em 5 de janeiro de 2027, enquanto a posse dos governadores está prevista para o dia seguinte.

Participação de Jair Bolsonaro é incerta

A possibilidade de Jair Bolsonaro participar de uma eventual cerimônia de posse do filho depende de sua situação jurídica. O ex-presidente cumpre prisão domiciliar após ser condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a 27 anos e três meses de prisão por envolvimento na trama golpista relacionada à tentativa de impedir a posse de Luiz Inácio Lula da Silva após as eleições de 2022.

Quer ler mais notícias do Brasil? Acesse o canal do DOL no WhatsApp!

A defesa de Bolsonaro busca reverter a condenação. Na quarta-feira (7), o ministro Kassio Nunes Marques informou que levará a revisão criminal do caso ao plenário do STF após o segundo turno. Até o momento, não há garantia de que o ex-presidente poderá comparecer a uma eventual solenidade.

Flávio apresenta propostas para diferentes áreas

Durante a carreata, o candidato também apresentou propostas voltadas à proteção das mulheres e à inclusão de pessoas com deficiência.

No combate à violência doméstica, defendeu a criação de casas de acolhimento para vítimas, o financiamento de iniciativas de autonomia econômica e o monitoramento de agressores submetidos a medidas protetivas. Entre as medidas mencionadas estão o uso de tornozeleiras eletrônicas e o envio de alertas à polícia quando houver aproximação dos suspeitos das vítimas.

Na Educação, Flávio propôs ampliar o apoio federal aos governos estaduais, oferecer atenção à saúde mental dos professores e criar espaços de acolhimento para estudantes autistas em situações de crise. Ele também assinou um termo de compromisso para dar continuidade a políticas do governo Jair Bolsonaro destinadas à comunidade surda.

O senador defendeu ainda mudanças no currículo escolar, com maior espaço para empreendedorismo, educação física, esporte e conteúdos voltados à preparação dos jovens para o mercado de trabalho.

Candidato pede mobilização dos apoiadores

Mais cedo, durante uma motociata também realizada em São Gonçalo, Flávio pediu que os apoiadores mantenham a mobilização até o dia da votação.

“Não vamos baixar a guarda. É até o último minuto”, afirmou. Na sequência, acrescentou: “Vamos libertar o nosso Brasil no dia 25”.

Durante a carreata, também foi reproduzida uma música com o verso “quem ficar parado é petista disfarçado”, em referência aos apoiadores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), adversário de Flávio na disputa pelo Palácio do Planalto.

Os dois candidatos disputam o segundo turno das eleições presidenciais, marcado para 25 de outubro. No primeiro turno, Flávio Bolsonaro obteve 47,03% dos votos válidos, enquanto Lula recebeu 45,16%.

MAIS ACESSADAS