Pastor foi preso em flagrante no domingo (11/10), após esfaquear a ex-companheira durante a festa de aniversário de 15 anos do filho mais velho do casal

A Justiça de São Paulo manteve a prisão do pastor Jonatã de Jesus Batista, acusado de matar a ex-esposa, Jeane Cristina Mattes Batista, de 43 anos, a facadas durante a comemoração do aniversário do filho mais velho, em Americana, no interior paulista. O feminicídio ocorreu no último domingo (11/10), e a decisão judicial foi tomada na segunda-feira (12/10). Nove dias antes do crime, o suspeito havia publicado nas redes sociais uma mensagem afirmando que "os religiosos são mais perigosos que os demônios".

O Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP) confirmou que a prisão em flagrante foi convertida em preventiva. Com a decisão, o pastor deverá ser transferido para uma unidade prisional da região e permanecerá detido enquanto o caso segue para julgamento.

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VÍTIMA TINHA MEDIDA PROTETIVA CONTRA O EX-MARIDO

De acordo com as informações sobre a investigação, Jeane foi morta na casa dos ex-sogros, onde participava de um churrasco em homenagem ao aniversário de 15 anos do filho mais velho. O ex-casal também tinha uma criança de 8 anos.

A vítima possuía uma medida protetiva contra Jonatã. Mesmo assim, compareceu à reunião familiar, ocasião em que foi atacada.

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Segundo a Polícia Civil, o pastor havia deixado a prisão em setembro, depois de cumprir cerca de dois meses de detenção por agredir Jeane, que ainda era sua esposa na época. Os dois foram casados por 16 anos. Após o episódio de violência, a Justiça concedeu a medida protetiva à mulher.

Em depoimento, Jonatã alegou que matou a ex-esposa por ciúmes, após ela iniciar um novo relacionamento. A versão apresentada pelo suspeito faz parte da investigação.

PASTOR PUBLICAVA MENSAGENS DE CONTEÚDO RELIGIOSO

Nas redes sociais, Jonatã se apresentava como "pastor itinerante" e mantinha perfis no Facebook e no Instagram, além de um canal no YouTube. Entre as publicações estavam vídeos de cultos e mensagens com reflexões religiosas.

Uma das frases divulgadas por ele afirmava que "os religiosos são mais perigosos que os demônios". A publicação foi feita nove dias antes do feminicídio.

IGREJA AFIRMA QUE PASTOR ESTAVA AFASTADO DA INSTITUIÇÃO

Após o caso, a Igreja Manjedoura de Cristo divulgou um posicionamento para esclarecer que Jonatã não integrava mais a instituição. Segundo a organização religiosa, ele está afastado de suas atividades desde 2 de março de 2024.

"Desde essa data, ele não integra o corpo pastoral, o quadro de membros ou qualquer atividade da Manjedoura", informou a igreja.

A instituição também declarou estar à disposição das autoridades para colaborar com os esclarecimentos sobre o caso. Na manifestação, reafirmou o compromisso com a proteção da vida e com a dignidade e a integridade das pessoas, especialmente das mais vulneráveis.

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