Uma ação de manejo ambiental realizada na Reserva Extrativista Estadual Rio Cautário, em Costa Marques, Rondônia, retirou aproximadamente 18,9 toneladas de pirarucu das águas da região. A operação foi desenvolvida em duas fases, entre agosto e outubro de 2026, com o objetivo de reduzir a presença da espécie, considerada invasora naquele trecho da bacia hidrográfica.
Ao todo, 361 peixes foram capturados durante os trabalhos. A iniciativa também teve impacto econômico para os moradores que participaram das atividades: cerca de R$ 180 mil foram gerados com o manejo, que envolveu desde a pesca até a preparação do pescado.
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A operação foi coordenada pela Secretaria de Estado do Desenvolvimento Ambiental de Rondônia (Sedam), com acompanhamento técnico do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio). Os trabalhos contaram com aproximadamente 40 extrativistas ligados à Associação dos Seringueiros do Vale do Guaporé (Aguapé).
Peixe de quase 138 quilos chamou a atenção
Um dos exemplares retirados durante a operação impressionou pelo tamanho. O animal media 2,46 metros e pesava aproximadamente 138 quilos, sendo apontado pela Sedam como o maior pirarucu registrado em uma unidade de conservação de Rondônia. Embora seja uma espécie nativa da Amazônia, o pirarucu é considerado invasor na área específica em que ocorreu a ação.
Isso acontece porque a presença de uma espécie fora de sua distribuição natural pode alterar as relações ecológicas, afetar outras populações de peixes e provocar desequilíbrios no ambiente. Por esse motivo, o manejo é realizado com planejamento e acompanhamento técnico, buscando controlar a população do animal na reserva.
A primeira fase foi realizada entre 10 de agosto e 5 de setembro, quando nesse período, os trabalhadores capturaram 159 pirarucus, que somaram mais de 11 toneladas. A segunda etapa ocorreu de 14 de setembro a 10 de outubro, com outros 202 exemplares retirados da água.
O resultado das duas fases chegou a aproximadamente 18,9 toneladas de peso bruto. Depois da retirada das vísceras e da preparação do pescado, o volume aproveitável ficou em torno de 17,1 toneladas.
Trabalho também garante renda aos extrativistas
Além da finalidade ambiental, a iniciativa abriu uma oportunidade de remuneração para moradores que dependem das atividades extrativistas. Os participantes atuaram em diferentes etapas do processo, incluindo a captura, o manuseio e a limpeza dos peixes.
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Segundo os dados divulgados pelo governo estadual, a operação movimentou cerca de R$ 180 mil. Para os trabalhadores que participaram das duas fases, a renda individual foi estimada em aproximadamente R$ 6 mil.
