A tradicional Festa da Chiquita comemora 50 anos neste sábado (10/10), em Belém, com uma programação que reúne música, performances e manifestações culturais. Com o tema “Festa da Chiquita: 50 anos Patrimônio Cultural da Humanidade”, a edição comemorativa celebra a trajetória do evento, marcado pela defesa da liberdade, da diversidade e dos direitos da comunidade LGBTI+.
A programação será realizada na Praça da República, após a passagem da Trasladação, uma das procissões que integram as festividades do Círio de Nazaré. A expectativa é reunir centenas de pessoas para celebrar as cinco décadas de história da festa.
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Identidade visual homenageia ícones da história da festa
Para marcar o Jubileu de Ouro, a identidade visual da edição reúne duas figuras importantes para a trajetória do evento: a artista negra Josephine Baker, que inspirou o termo “Chiquita Bacana”, e o sociólogo Luiz Bandeira, criador da festa na década de 1970.
“Essa união deu origem ao símbolo da edição comemorativa do Jubileu de Ouro, que representa o universo da Chiquita como um mundo de fantasia e sonhos de liberdade”, destaca o antropólogo Milton Ribeiro, responsável pela curadoria do evento.
Carimbó Selvagem abre a programação
A abertura da noite ficará por conta do grupo Carimbó Selvagem, mantendo a tradição de valorizar os ritmos paraenses na programação da festa.
Um dos momentos centrais será o cortejo comandado pelo artista Eloi Iglesias. A manifestação sairá do bairro da Campina em direção ao palco principal, levando o tradicional Veado de Ouro, símbolo associado à celebração.
Após a chegada do cortejo e a passagem da imagem de Nossa Senhora de Nazaré durante a Trasladação, o público poderá acompanhar apresentações de Taayan, Agarb, Jotta C, Johann, Raveneta e Scarlety Queen. Também estão previstas apresentações de Álec e Juliana, cantores que ganharam destaque no programa Estrelas da Casa, da TV Globo, além de atrações surpresas.
Ao comentar o cinquentenário e a relação da festa com a programação do Círio de Nazaré, Eloi Iglesias destaca a importância de manter o evento como espaço de celebração cultural e respeito à diversidade.
“Este é um momento de transição em que partimos de vez para celebrar os 50 anos da Festa. É tempo de celebrar cinco décadas de história, resistência, cultura e tradição, garantindo que todas as pessoas tenham acesso e sejam inteiramente respeitadas nesse espaço de fé e de cultura”, afirma Eloi Iglesias.
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Troféu Veado de Ouro homenageia personalidades
Outro destaque da programação é a entrega do Troféu Veado de Ouro, comenda que homenageia artistas, intelectuais, personalidades e autoridades políticas que atuam na defesa dos direitos legais da comunidade LGBTI+.
Para a edição de 2026, a cantora Liniker e o ator Alexandre Barilari estão entre os nomes aguardados. Barilari já confirmou presença na festa por meio das redes sociais.
Festa da Chiquita completa cinco décadas de história
Criada na década de 1970, a Festa da Chiquita consolidou-se como uma manifestação cultural ligada às celebrações do Círio de Nazaré e a expressão da diversidade em Belém.
Ao completar 50 anos, o evento retoma sua trajetória de resistência e afirmação de direitos, reunindo manifestações artísticas e culturais em um espaço de convivência, liberdade e respeito.
