Perguntas que devem ser evitadas em entrevistas de emprego

A entrevista de emprego é uma etapa importante para que a empresa conheça melhor o candidato e avalie se o perfil é compatível com a vaga. Nesse momento, o recrutador pode fazer perguntas sobre experiências profissionais, formação, habilidades e disponibilidade.

Mas nem tudo pode ser questionado. Assuntos relacionados à vida pessoal, características físicas ou condições que não tenham relação com o trabalho podem ser inadequados e, dependendo da situação, até configurar discriminação.

O que o RH pode perguntar?

Durante a entrevista, é comum que o recrutador pergunte sobre:

  •  Experiências profissionais anteriores;
  •  Formação e cursos;
  •  Conhecimentos e habilidades relacionados à vaga;
  •  Motivos para deixar empregos anteriores;
  •  Expectativa salarial;
  •  Disponibilidade de horário e para viagens, quando necessário;
  •  Situações vivenciadas no trabalho e como o candidato resolveu problemas;
  •  Conhecimentos sobre a empresa e interesse pela vaga.

O objetivo deve ser entender se o profissional possui as competências necessárias para exercer a função.

E o que não deveria ser perguntado?

Perguntas que não tenham relação com as atividades do cargo podem ultrapassar os limites da seleção. Entre os exemplos estão questionamentos sobre:

  •  Estado civil ou planos de ter filhos;
  •  Gravidez ou intenção de engravidar;
  •  Religião;
  •  Orientação sexual;
  •  Posicionamento político;
  •  Origem, raça ou características pessoais;
  •  Doenças ou questões de saúde sem relação com as exigências da função;
  •  Quem cuida dos filhos ou da família.

A entrevista não deve ser usada para criar critérios de contratação baseados em características pessoais que não interferem na capacidade do candidato de exercer o trabalho.

Como o candidato pode responder?

Se uma pergunta causar desconforto ou parecer não ter relação com a vaga, o candidato pode responder de maneira educada e tentar direcionar a conversa para sua experiência profissional.

Uma opção é perguntar: “Essa informação tem relação com as atividades da vaga?”

Também é possível dizer que prefere falar sobre experiências e competências profissionais relacionadas à função.

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Atenção aos sinais

Além de se preparar para responder às perguntas, o candidato também pode observar como a entrevista é conduzida. Comentários preconceituosos, perguntas invasivas ou critérios aparentemente pessoais podem ser sinais de alerta sobre a empresa.

O mais importante é lembrar que a entrevista deve avaliar competências, experiências e a capacidade do profissional de desempenhar as funções do cargo, e não aspectos da vida pessoal que não tenham relação com o trabalho.

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