O calendário cristão é marcado por períodos de profunda reflexão e ritos que atravessam gerações, moldando inclusive os hábitos alimentares das famílias brasileiras. Durante a Semana Santa, o silêncio e o recolhimento ganham espaço, transformando a rotina das cidades e o cardápio doméstico em um gesto de respeito a tradições milenares.,

A celebração da Sexta-feira Santa, que em 2026 ocorre no dia 3 de abril, recorda a crucificação e morte de Jesus Cristo, sendo considerada pela Igreja Católica como um dia de luto e penitência.

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A tradição de não consumir carne vermelha neste dia fundamenta-se no simbolismo do alimento; antigamente, a carne era associada a banquetes e celebrações, o que contrastava com o sentimento de tristeza da data.

O peixe tornou-se o substituto principal por ser historicamente ligado à humildade e à vida dos apóstolos, muitos dos quais eram pescadores.

Diferente do que muitos pensam, não há um versículo bíblico que proíba explicitamente o consumo de carne na sexta-feira, mas sim uma orientação de jejum e penitência presente no Direito Canônico.

O cânon 1249 estabelece que todos os fiéis devem realizar algum tipo de sacrifício, sendo a abstinência de carne a forma mais tradicional de cumprir esse preceito.

Essa prática integra a Quaresma, período de 40 dias dedicado a fortalecer o espírito sobre as vontades do corpo.

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