O médium mais conhecido do Brasil ganhou notoriedade ao longo de anos por conta de mensagens psicografadas que aproximaram muitas pessoas do espiritismo.

Anos após sua morte, Chico Xavier voltou às notícias por conta de um estudo conduzido por pesquisadores da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) que analisou uma gravação de junho de 1955. A conclusão apontou que 87,7% das informações verificáveis apresentadas na sessão eram precisas. O material, um áudio de 54 minutos registrado em Pedro Leopoldo (MG), foi publicado na revista científica Explore.

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A gravação registra uma sessão de Chico Xavier com o visitante português Isidoro Duarte Santos, presidente da Federação Espírita Portuguesa e fundador da revista Estudos Psíquicos.

Durante o encontro, o médium descreveu supostas comunicações com espíritos ligados ao visitante. Os pesquisadores identificaram 65 itens verificáveis na gravação. Os resultados foram:

  • 87,7% das informações consideradas precisas;
  • Cerca de 3% classificadas como incorretas;
  • Em 30,8% dos casos, as informações seriam de difícil obtenção por fontes convencionais, como livros ou conversas.

Além disso, Chico Xavier descreveu 18 pessoas falecidas com detalhes físicos, comportamentais e episódios de suas vidas.

A sessão incluiu ainda a psicografia de poemas atribuídos a autores portugueses e uma carta supostamente ditada pela esposa falecida do visitante. Segundo o estudo, Isidoro Santos reconheceu a assinatura e o estilo do texto.

O artigo e seus autores

O estudo se intitula "Análise da Ocorrência de Recepção Anômala de Informação Mediúnica: O Caso de Chico Xavier e Isidoro Santos".

O artigo é assinado por Carlos Miguel Pereira, Alexandre Caroli Rocha, Jorge Gomes, José Lucas, Júlio Silva e Alexander Moreira-Almeida. A pesquisa reuniu especialistas de Portugal e do Núcleo de Pesquisas em Espiritualidade e Saúde (NUPES), da Faculdade de Medicina da UFJF.

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A publicação reacendeu o debate acadêmico sobre a mediunidade de Chico Xavier e a possibilidade de recepção anômala de informação — termo usado pelos autores para descrever o fenômeno investigado.

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