A divulgação do terceiro lote de arquivos relacionados ao caso Jeffrey Epstein, financista condenado por crimes sexuais, trouxe à tona novas acusações e reforçou a atenção internacional sobre figuras políticas e bilionários ligados ao caso. O Departamento de Justiça dos Estados Unidos liberou na última sexta-feira (30) o maior conjunto até agora, com cerca de 3 milhões de páginas, 180 mil imagens e 2 mil vídeos.
“Documentos incluem alegações de abuso sexual envolvendo Donald Trump há mais de 30 anos”, destacou o New York Times, embora o governo americano e a própria Casa Branca ressaltem que muitas dessas acusações não possuem credibilidade e não resultaram em nenhuma denúncia formal. Segundo os arquivos, uma adolescente teria sido vítima de assédio por Trump em Nova Jersey, informação que permanece sem comprovação.
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O material também menciona outros líderes e personalidades globais. Entre eles, Jair Bolsonaro e Luiz Inácio Lula da Silva aparecem em emails de Epstein, mas sem evidências de contato direto ou participação nos crimes. Nos casos de Bolsonaro, mensagens envolvendo Steve Bannon discutiam estratégias da eleição brasileira de 2018; já em relação a Lula, havia uma suposta ligação com o linguista Noam Chomsky durante a prisão do ex-presidente, negada pela Presidência da República.
Outras figuras como Elon Musk, Bill Gates e Bill Clinton também aparecem nos arquivos. Mensagens indicam encontros e conversas entre Musk e Epstein, e alegações não comprovadas sobre Gates, enquanto fotos de Clinton já haviam sido divulgadas em lotes anteriores. Celebridades como Mick Jagger, Diana Ross e Michael Jackson também aparecem, sem qualquer evidência de envolvimento em crimes.
A liberação dos documentos segue um cronograma estabelecido por lei em novembro de 2025, mas atrasos frustraram legisladores americanos, pois os primeiros lotes trouxeram poucas informações novas sobre as conexões de Epstein com políticos e empresários poderosos.
Segundo o procurador-geral adjunto Todd Blanche, esta pode ter sido a última grande divulgação de arquivos, com censura aplicada a imagens e documentos que incluíam vítimas de abuso sexual infantil, informações médicas ou identificação pessoal.
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O terceiro lote reforça o impacto global do caso Epstein e mantém a atenção sobre as ligações de uma rede que envolvia desde celebridades até líderes mundiais, embora a credibilidade de muitas acusações ainda seja contestada pelas autoridades.
