A madrugada de domingo (1º), no horário local, amanheceu sob o barulho de explosões e anúncios oficiais que mudaram o rumo da política iraniana. Em meio a uma escalada militar sem precedentes, a televisão estatal confirmou a morte do líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei, após ataques conduzidos pelos Estados Unidos com apoio de Israel.

Horas depois da confirmação, a mídia iraniana informou que o presidente Masoud Pezeshkian, o chefe do Judiciário, Gholamhossein Mohseni Ejei, e um jurista do Conselho dos Guardiães assumirão temporariamente o comando do país durante o período de transição. Em publicação na rede X, a agência Fars classificou a morte como “martírio do Líder Revolucionário”.

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Escalada anunciada

No sábado, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou que o país havia iniciado “grandes operações de combate” contra o Irã. Em vídeo publicado na plataforma Truth Social, ele acusou Teerã de rejeitar “todas as oportunidades” para abandonar seu programa nuclear e afirmou que Washington “não aguentaria mais” a postura iraniana.

Israel também confirmou participação nos ataques.

Diferentemente da ofensiva registrada em junho de 2025 (que terminou em poucas horas) a nova investida começou à luz do dia, na madrugada de sábado, primeiro dia útil da semana no Irã. Milhões de pessoas seguiam para o trabalho ou para a escola quando as primeiras explosões foram registradas.

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Fontes ouvidas pela imprensa internacional indicam que, desta vez, os ataques podem se estender por vários dias. Relatos anteriores apontavam que Khamenei estava entre os alvos prioritários da primeira onda de bombardeios, ao lado de outros líderes estratégicos do regime.

Reação em cadeia

Em resposta, o governo iraniano lançou uma ofensiva considerada sem precedentes no Oriente Médio. Explosões foram ouvidas em países que abrigam bases militares norte-americanas, como Emirados Árabes Unidos, Catar, Bahrein, Kuwait, Jordânia e Iraque.

A nova escalada eleva o temor de um conflito regional de maiores proporções, com impactos diretos na estabilidade política, econômica e energética global. Analistas avaliam que os próximos dias serão decisivos para medir o alcance da crise e o risco de envolvimento de outras potências.

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