O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou nesta segunda-feira (2) que não descarta o envio de tropas terrestres para o Irã. A afirmação foi feita em entrevista ao jornal New York Post, na qual o mandatário abordou a possibilidade de uma escalada militar na região.

"Se for necessário", disse Trump, ao ser questionado sobre o emprego de forças em solo iraniano. Na entrevista, uma das várias concedidas desde o início da operação militar contra o Irã no sábado (28), o presidente americano afirmou que não repetiria a postura de governantes anteriores, que descartavam publicamente a hipótese de envolver tropas terrestres.

"Provavelmente não precisamos delas", acrescentou, ressalvando a possibilidade de uso caso as circunstâncias mudem.

As declarações ocorrem no terceiro dia de confrontos entre Israel e Irã. Desde sábado, os dois países trocam ataques com mísseis e bombardeios. Na madrugada desta segunda, a milícia xiita Hezbollah, aliada ao Irã, lançou ofensivas contra o norte de Israel. A ação foi apresentada como resposta à morte do aiatolá Ali Khamenei, ocorrida no sábado (28).

Em reação, o Exército de Israel bombardeou posições do grupo no sul do Líbano e nos arredores de Beirute. De acordo com o governo libanês, ao menos 31 pessoas morreram e 149 ficaram feridas nos ataques.

O Irã também voltou a atacar cidades israelenses. Segundo autoridades iranianas, mísseis foram lançados contra Haifa, Tel Aviv e Jerusalém, onde está localizado o gabinete do primeiro-ministro Binyamin Netanyahu.

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Em entrevista coletiva, o general Dan Caine, chefe do Estado-Maior Conjunto dos Estados Unidos, afirmou que a operação militar contra o Irã está na fase inicial e que mais tropas americanas seguem sendo deslocadas para o Oriente Médio.

Segundo ele, a mobilização indica a possibilidade de uma campanha prolongada. "Este trabalho está apenas começando e continuará", disse.

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