Israel intensificou neste domingo (29) as operações militares no sul do Líbano após decisão do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu de ampliar a chamada zona de segurança na fronteira. A medida ocorre no contexto do conflito com o grupo Hezbollah.
De acordo com autoridades libanesas, os ataques já resultaram em 1.238 mortes desde o início da guerra, em 2 de março. Entre as vítimas estão 124 crianças. No fim de semana, 49 pessoas morreram, incluindo socorristas e jornalistas. O número de deslocados ultrapassa um milhão, após bombardeios e ordens de evacuação.
A ofensiva terrestre israelense no sul do Líbano ocorre há semanas e busca ampliar uma faixa ao longo da fronteira. O governo de Israel afirma que a operação tem como objetivo proteger áreas do norte do país.
Escalada regional e reação do Irã
A ampliação das operações militares ocorre em meio ao aumento das tensões envolvendo o Irã e os Estados Unidos. Autoridades iranianas afirmaram estar prontas para reagir a uma possível ação militar terrestre norte-americana.
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O presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf, declarou que o país não aceitará condições impostas por Washington. Já o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, disse que há alternativas ao envio de tropas, mas confirmou a presença militar na região.
Segundo o jornal The Washington Post, o Pentágono avalia a possibilidade de operações prolongadas no território iraniano.
Ataques no Golfo e novas frentes de conflito
Neste domingo, Kuwait e Emirados Árabes Unidos registraram ataques com mísseis e drones atribuídos ao Irã. No sábado (28), uma ação reivindicada pela Guarda Revolucionária do Irã atingiu a empresa Aluminium Bahrain (Alba), deixando dois funcionários feridos.
Outra frente do conflito envolve os houthis do Iêmen, que lançaram mísseis contra Israel. Foi o primeiro registro desse tipo desde o início da atual escalada.
O Exército israelense informou ter realizado mais de 140 ataques aéreos em 24 horas contra alvos no Irã, incluindo áreas em Teerã. As ações atingiram locais associados a mísseis e armazenamento de armamentos. Em resposta, o Irã manteve ataques contra Israel e países do Golfo.
Movimentação militar e risco de confronto ampliado
O Irã também alertou que poderá atingir o porta-aviões USS Abraham Lincoln caso a embarcação se aproxime de sua área de atuação. O comandante naval Shahram Irani afirmou que o país pode responder com diferentes tipos de mísseis.
Os Estados Unidos anunciaram o envio do navio anfíbio USS Tripoli ao Oriente Médio, com cerca de 3.500 militares.
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Diplomacia e impacto civil
Representantes de países como Paquistão, Arábia Saudita, Turquia e Egito participaram de reuniões em Islamabad para discutir medidas voltadas à navegação no estreito de Ormuz. Novos encontros estão previstos para esta segunda-feira.
No Líbano, a Universidade Americana de Beirute suspendeu atividades presenciais por dois dias e adotou ensino remoto após o aumento dos ataques.
A ampliação das operações militares e a entrada de novos atores no conflito aumentam o risco de expansão da guerra no Oriente Médio.
