O Irã confirmou nesta terça-feira (7) um acordo com os Estados Unidos e sinalizou que permitirá a reabertura do Estreito de Ormuz, uma das principais rotas de transporte de petróleo do mundo. A medida deve ocorrer por um período inicial de duas semanas, dentro de um entendimento que prevê a redução das tensões entre os dois países.
O anúncio foi feito após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarar o adiamento de um ultimato contra o Irã. O governo americano havia condicionado a suspensão de ataques à reabertura imediata e segura da passagem marítima, por onde circula cerca de 20% do petróleo consumido globalmente.
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Segundo o ministro das Relações Exteriores iraniano, Abbas Araghchi, o acordo foi viabilizado com mediação de autoridades do Paquistão. Como parte do entendimento, Teerã concordou em suspender ações classificadas como defensivas, desde que os ataques contra o país também sejam interrompidos.
O governo iraniano afirmou ainda que a navegação no Estreito de Ormuz será considerada segura durante o período de trégua, embora existam condições que devem ser respeitadas pelas partes envolvidas. A expectativa é que o acordo funcione como uma etapa inicial para negociações mais amplas entre os dois países.
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As conversas diplomáticas devem começar oficialmente nos próximos dias, também com participação do Paquistão. De acordo com autoridades, os Estados Unidos aceitaram utilizar uma proposta apresentada pelo Irã como base para as negociações, o que indica avanço nas tratativas após semanas de tensão.
A crise envolvendo o estreito ganhou força após ameaças de ação militar por parte dos Estados Unidos e respostas do Irã, em meio a um cenário de conflito mais amplo no Oriente Médio. O Estreito de Ormuz é considerado estratégico para o comércio global de energia, e qualquer interrupção em sua operação impacta diretamente os preços e o abastecimento internacional de petróleo.
