O atual conflito no Oriente Médio teve início após uma série de desentendimentos envolvendo rotas marítimas estratégicas e sanções econômicas, elevando rapidamente o nível de tensão entre potências globais. O bloqueio do Estreito de Ormuz, uma das principais vias de transporte de petróleo do mundo, se tornou o epicentro da crise, reacendendo disputas militares e diplomáticas entre Estados Unidos e Irã.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a endurecer o discurso contra o Irã nesta segunda-feira (4), ao afirmar que o país poderá ser “varrido da face da Terra” caso haja qualquer ataque contra embarcações americanas na região do Golfo Pérsico.

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A declaração foi dada durante entrevista à emissora Fox News e posteriormente repercutida nas redes sociais pelo jornalista Trey Yingst, que relatou ter conversado com o líder norte-americano por cerca de 20 minutos.

No mesmo dia, os EUA iniciaram uma operação militar chamada “Projeto Liberdade”, com o objetivo de escoltar navios comerciais que permanecem retidos na região e garantir sua travessia segura pelo Estreito de Ormuz.

Trump também afirmou que o Irã teria atacado embarcações de países que não participam diretamente da operação, incluindo um navio sul-coreano. Em publicação na rede Truth Social, o presidente sugeriu que a Coreia do Sul deveria se unir à missão liderada pelos EUA.

Segundo ele, apesar do incidente, outras embarcações conseguiram atravessar a região sem sofrer danos. O republicano ainda declarou que forças americanas teriam destruído sete embarcações iranianas de pequeno porte, classificadas como barcos rápidos — informação negada posteriormente pela mídia estatal iraniana.

As Forças Armadas dos EUA confirmaram que já realizaram a escolta de navios comerciais com bandeira americana na área, marcando o início efetivo da operação anunciada por Trump.

Enquanto isso, o Irã reforçou sua posição de controle sobre o Estreito de Ormuz, divulgando um mapa com áreas delimitadas sob domínio militar. Autoridades iranianas alertaram que qualquer presença estrangeira na região, especialmente de forças americanas, poderá ser considerada uma ameaça e respondida com ataques.

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O bloqueio da passagem marítima, considerado vital para o fluxo global de petróleo, segue em vigor desde o fim de fevereiro, quando o conflito ganhou intensidade. Mesmo com um cessar-fogo declarado no início de abril, a circulação de navios ainda não foi normalizada, aumentando a preocupação internacional sobre impactos econômicos e riscos de uma escalada militar ainda maior.

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