O mundo reaprendeu, nos últimos anos, a olhar com desconfiança para qualquer notícia envolvendo surtos de doenças respiratórias ou virais em circulação internacional. Por essa razão, bastou a confirmação de mortes por hantavírus em uma embarcação de cruzeiro para que autoridades sanitárias, passageiros e governos voltassem a acionar protocolos de emergência e monitoramento epidemiológico.

Embora o cenário ainda esteja distante de uma crise global, o episódio envolvendo o navio MV Hondius trouxe novamente ao debate os desafios do controle sanitário em viagens marítimas e a velocidade com que ameaças infecciosas podem atravessar fronteiras. Enquanto familiares aguardam informações e equipes de saúde organizam a evacuação dos passageiros, organismos internacionais tentam conter o avanço do temor coletivo.

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Segundo o Ministério do Interior da Espanha, a retirada dos demais ocupantes da embarcação vai começar no próximo dia 11 de maio, em Tenerife, nas Ilhas Canárias.

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MORTES CONFIRMADAS NO NAVIO

Os Centros de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos (CDC) afirmaram na última quarta-feira (6) que o risco para a população americana é "extremamente baixo", apesar do surto registrado a bordo do cruzeiro MV Hondius.

Três passageiros morreram após infecção pelo hantavírus, considerado raro, mas potencialmente letal. Em nota oficial, o CDC orientou os cidadãos americanos presentes no navio a seguirem todas as recomendações das equipes médicas e sanitárias responsáveis pela operação.

PREPARAÇÃO INTERNACIONAL DE RESPOSTA

O Departamento de Estado dos Estados Unidos coordena parte da resposta emergencial, mantendo contato direto com passageiros e articulando ações diplomáticas com autoridades de saúde de diferentes países.

O navio partiu de Ushuaia, no extremo sul da Argentina, em 1º de abril, com destino a Cabo Verde, na África. Durante o trajeto, surgiram os primeiros casos suspeitos da doença.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) informou que três pessoas foram retiradas da embarcação: dois tripulantes doentes e um passageiro que teve contato próximo com um dos casos confirmados.

OMS DESCARTA CENÁRIO SEMELHANTE À COVID-19

Apesar da repercussão internacional do caso, a OMS afirmou que não há indícios de um cenário semelhante ao registrado no início da pandemia de covid-19.

O diretor-geral da entidade, Tedros Adhanom Ghebreyesus, declarou que o risco de disseminação global permanece baixo e pediu cautela diante de especulações sobre uma nova pandemia.

Especialistas acompanham a evolução do caso para entender a origem da contaminação e avaliar possíveis riscos adicionais aos passageiros e tripulantes do cruzeiro.

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