Em meio à escalada das tensões envolvendo o conflito no Oriente Médio e as ações de solidariedade internacional à população da Faixa de Gaza, o ativista brasileiro Thiago Ávila foi libertado neste sábado (9) após permanecer detido em Israel desde o fim de abril. A informação foi divulgada pelo Centro de Direitos Humanos Adalah, entidade responsável pelo acompanhamento jurídico do caso.

Além do brasileiro, também deverá ser deportado o ativista espanhol-palestino Saif Abu Kashek. Ambos foram presos após forças israelenses interceptarem uma embarcação da Global Sumud Flotilla, que transportava alimentos e itens básicos destinados à população de Gaza.

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Segundo comunicado divulgado pelo Adalah, os dois ativistas deverão ser transferidos às autoridades de imigração israelenses antes da deportação para seus respectivos países. A entidade afirmou ainda que Thiago Ávila e Saif Abu Kashek foram mantidos em isolamento e submetidos a “condições punitivas”, além de relatarem maus-tratos durante o período de detenção.

Os ativistas estavam em greve de fome desde o início da prisão. Na última terça-feira (5), a Justiça israelense havia prorrogado a detenção até este domingo (10), decisão que gerou reação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Em manifestação nas redes sociais, Lula classificou a prisão como “injustificável” e afirmou que a interceptação da flotilha representava uma afronta ao direito internacional. Os governos do Brasil e da Espanha também cobraram garantias de segurança e a libertação imediata dos ativistas.

Thiago Ávila integrava a delegação brasileira da flotilha, composta por sete pessoas. O grupo partiu de Barcelona no dia 12 de abril com destino à Faixa de Gaza. A embarcação foi interceptada em águas internacionais, nas proximidades da ilha de Creta, em 30 de abril.

A ação ocorre em meio ao aumento das mobilizações internacionais em apoio à população palestina. Em outubro do ano passado, outra flotilha organizada pelo movimento também foi interceptada por militares israelenses, resultando na prisão de centenas de ativistas, entre eles a sueca Greta Thunberg.

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