Em meio à rotina pesada do trabalho subterrâneo, uma explosão de gás na China transformou a noite de sexta-feira (22) em um cenário de desespero e corrida contra o tempo na província de Shanxi, uma das principais regiões mineradoras do país.

Segundo informações divulgadas pela agência estatal Xinhua neste sábado (23), o número de mortos no acidente subiu para pelo menos 90. Outras nove pessoas continuam desaparecidas, enquanto equipes de resgate seguem atuando no local em busca de sobreviventes.

A explosão aconteceu na mina de carvão de Liushenyu, localizada no condado de Qinyuan. De acordo com a imprensa estatal chinesa, 247 trabalhadores estavam em atividade no subsolo no momento do acidente.

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Inicialmente, a agência Xinhua havia informado que oito pessoas morreram e mais de 200 haviam sido retiradas da mina com segurança. Horas depois, porém, as autoridades atualizaram drasticamente o balanço de vítimas, sem explicar oficialmente o motivo do aumento repentino no número de mortes.

Diante da gravidade do caso, o presidente da China, Xi Jinping, determinou que as autoridades “não poupem esforços” nas operações de resgate e no atendimento aos feridos. O líder chinês também ordenou uma investigação rigorosa para identificar as causas da explosão e responsabilizar os envolvidos conforme a lei.

O primeiro-ministro Li Qiang reforçou o posicionamento do governo central e pediu transparência na divulgação das informações, além de rigor na apuração do acidente.

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As operações de busca continuam sendo coordenadas pelas autoridades locais de gestão de emergências de Qinyuan, enquanto técnicos trabalham para entender o que provocou a explosão subterrânea.

Nas últimas duas décadas, a China reduziu significativamente o número de acidentes fatais em minas de carvão após endurecer normas de segurança e fiscalização no setor. Ainda assim, tragédias envolvendo explosões de gás e inundações continuam sendo registradas esporadicamente no país.

O acidente na mina de Liushenyu já é considerado um dos mais graves registrados na China nos últimos anos. Segundo a agência Xinhua, executivos da empresa responsável pela operação da mina foram detidos pelas autoridades chinesas.

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