A conquista do bicampeonato da Liga dos Campeões pelo Paris Saint-Germain foi marcada por episódios de violência que deixaram ao menos uma pessoa morta e mais de 200 feridos em Paris, reacendendo o debate sobre segurança pública durante grandes celebrações na França.

Um dia após a vitória sobre o Arsenal na final da Champions League, decidida nos pênaltis em Budapeste, milhares de torcedores se reuniram neste domingo (31) no Champ de Mars, área próxima à Torre Eiffel, para acompanhar o desfile da vitória dos jogadores do clube francês.

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Apesar do clima de festa, as comemorações foram parcialmente ofuscadas por uma nova onda de tumultos registrada durante a noite de sábado (30). Segundo o Ministério do Interior da França, 57 policiais ficaram feridos e mais de 400 pessoas foram detidas, algumas delas fora da capital.

De acordo com as autoridades, grupos envolvidos nos distúrbios destruíram fachadas de lojas, incendiaram carros e bicicletas de aluguel, além de praticarem atos de vandalismo contra prédios públicos em cidades do interior, como Orleans.

Uma delegacia no centro de Paris também foi palco de confrontos pontuais. Segundo a polícia, embora as forças de segurança não tenham sido alvo direto na maioria dos casos, houve episódios isolados de confronto.

A promotoria de Paris confirmou a morte de um jovem em um acidente de motocicleta ocorrido em meio aos distúrbios.

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O ministro do Interior francês, Laurent Nunez, afirmou que uma grande operação de segurança foi montada para conter os excessos, com mais de 20 mil agentes mobilizados. Segundo ele, a situação ficou, de forma geral, sob controle.

Os episódios provocaram reações políticas imediatas. A líder da extrema-direita francesa, Marine Le Pen, voltou a defender políticas mais rígidas de segurança, enquanto representantes da centro-esquerda apontaram que a violência reflete tensões sociais cada vez mais profundas no país.

No ano passado, durante a comemoração do primeiro título europeu do PSG, cenas semelhantes também resultaram em duas mortes, reforçando a preocupação das autoridades com a repetição dos episódios de violência durante grandes eventos esportivos.

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