O Vaticano anunciou nesta quinta-feira (2) a excomunhão dos bispos da Fraternidade Sacerdotal São Pio X (FSSPX), após a ordenação de quatro novos bispos sem autorização do papa. A Santa Sé classificou a decisão do grupo tradicionalista como um "ato de natureza cismática", caracterizando uma ruptura formal com a Igreja Católica.

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Além dos bispos envolvidos na cerimônia, o Vaticano afirmou que os ministros da Fraternidade administram sacramentos de forma ilícita e declarou inválidos os sacramentos da penitência (confissão) e do matrimônio celebrados pelo grupo. 

Quem foi excomungado

O decreto, assinado pelo prefeito do Dicastério para a Doutrina da Fé, cardeal Víctor Manuel Fernández, determina que os bispos Alfonso de Galarreta e Bernard Fellay, responsáveis pela ordenação, assim como os quatro novos bispos, Pascal Schreiber, Michael Goldade, Michel Poinsinet de Sivry e Marc Hanappier, incorreram automaticamente na excomunhão. 

A cerimônia ocorreu em Écône, na Suíça, contrariando orientações expressas do papa e sem o mandato pontifício exigido pelo direito canônico para a consagração de bispos.

O que diz o Vaticano

Na nota oficial, a Santa Sé afirmou que a ordenação representa uma dissidência da comunhão com a Igreja e reiterou que os fiéis que desejarem retornar à plena comunhão serão acolhidos. "A Igreja, como mãe atenciosa, acolherá com sincero afeto e viva solicitude todos aqueles que desejam retornar à plena comunhão", afirmou o Vaticano. 

A Fraternidade Sacerdotal São Pio X foi fundada em 1970 e mantém divergências históricas com o Vaticano por rejeitar parte das reformas do Concílio Vaticano II, como a celebração da missa nas línguas locais e o diálogo com outras religiões. 

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