A tentativa da líder da oposição venezuelana María Corina Machado de voltar à Venezuela esbarrou em um obstáculo inesperado: a própria administração do presidente Donald Trump. Segundo informações divulgadas pela imprensa norte-americana, o governo dos Estados Unidos atuou para impedir a viagem por considerar que o retorno da oposicionista poderia ampliar a instabilidade política em um momento de crise no país.
A intenção de Machado era regressar à Venezuela após os terremotos que atingiram o país no fim de junho, com o objetivo de acompanhar de perto a situação e prestar apoio às vítimas da tragédia. A operação previa diferentes alternativas de deslocamento, incluindo uma rota por Curaçao, mas acabou sendo interrompida antes da chegada ao território venezuelano.
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De acordo com autoridades ouvidas por veículos americanos, a movimentação provocou desconforto dentro do governo Trump. Integrantes da administração avaliaram que a iniciativa poderia gerar uma crise política paralela aos esforços de assistência humanitária e classificaram a tentativa como um ato de "oportunismo político".
Nos bastidores, o episódio também evidenciou divergências entre integrantes do governo norte-americano. Enquanto alguns aliados defendiam a volta da líder opositora, outros argumentaram que sua presença na Venezuela poderia comprometer as negociações em andamento e dificultar a condução da resposta à emergência causada pelos terremotos.
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Mesmo sem o apoio esperado de Washington, Machado afirmou publicamente que continua determinada a retornar ao país. Em manifestações recentes, ela atribuiu os obstáculos ao governo venezuelano e reafirmou o compromisso de participar da reconstrução das áreas afetadas e da defesa da democracia.
