A vacina tríplice viral protege contra sarampo, caxumba e rubéola e é a principal forma de prevenção contra essas doenças.

Duas pessoas morreram após contrair sarampo em Lancaster, na Pensilvânia, nos Estados Unidos, informou nesta terça-feira (25/08) o Departamento de Saúde do Estado. As vítimas não estavam vacinadas e os óbitos são os primeiros relacionados à doença na Pensilvânia em 35 anos.

O Departamento de Saúde não divulgou detalhes sobre as vítimas, mas informou que as duas pessoas não haviam recebido a vacina contra o sarampo. Ao todo, a Pensilvânia já contabiliza 393 casos da doença distribuídos por 29 condados neste ano.

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SURTO EPIDEMIOLÓGICO AVANÇA

O governador Josh Shapiro deve realizar uma coletiva de imprensa no Hospital Geral de Lancaster para apresentar as ações adotadas diante do surto epidemiológico. A secretária de Saúde, Debra Bogen, lamentou as mortes e alertou para a gravidade do sarampo após décadas de baixa circulação da doença no Estado.

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Segundo Bogen, o longo período sem registros expressivos fez com que parte da população deixasse de conhecer os riscos da enfermidade. A médica também destacou que a vacina tríplice viral, conhecida como MMR, é segura e representa a principal proteção disponível contra o sarampo.

ALERTA SE ESTENDE PELAS AMÉRICAS

O aumento de casos não se restringe aos Estados Unidos. Em alerta epidemiológico divulgado em 7 de agosto, a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) informou que as Américas enfrentam, em 2026, o maior número de casos confirmados de sarampo dos últimos 22 anos.

Em 2025, foram registrados 14.891 casos e 29 mortes na região. Até 13 de junho de 2026, o número havia subido para 22.324 casos confirmados em 17 países e territórios, além de 38 óbitos. O total se aproxima do recorde de 23.269 casos registrado em 2019.

VACINAÇÃO É A PRINCIPAL PROTEÇÃO

A vacina tríplice viral é a principal forma de prevenção contra o sarampo e também protege contra caxumba e rubéola. No Brasil, o imunizante é oferecido gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

Crianças de 6 a 11 meses podem receber a chamada dose zero, enquanto as doses de rotina são aplicadas aos 12 e 15 meses. Para as demais idades, o esquema depende da faixa etária e do histórico vacinal; até os 29 anos, são necessárias duas doses, e entre 30 e 59 anos, uma dose.

A manutenção de altas coberturas vacinais é considerada essencial para diminuir a circulação do vírus e proteger também pessoas que não podem receber o imunizante por determinadas condições de saúde. O alerta das autoridades ocorre justamente em um momento de retomada do sarampo em diferentes regiões, reforçando a importância de manter a vacinação em dia.

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