Surto de Ebola no Congo ultrapassa 6,1 mil casos e 3 mil mortes, segundo Ministério da Saúde do país.

O surto de Ebola no Congo já provocou 3.007 mortes e 6.186 casos confirmados desde que foi declarado, em meados de maio, segundo dados divulgados nesta quarta-feira (02/09) pelo Ministério da Saúde do país. A velocidade de crescimento da epidemia preocupa as autoridades, que enfrentam dificuldades para acompanhar a expansão da doença e interromper novas cadeias de transmissão.

Os números fazem deste o surto de Ebola de crescimento mais rápido entre os já registrados, de acordo com as informações mais recentes do governo congolês. A situação tem pressionado as equipes de saúde, que precisam localizar pessoas que tiveram contato com pacientes infectados para evitar que o vírus continue avançando.

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RASTREAMENTO DE CASOS É DESAFIO PARA AUTORIDADES

A rápida disseminação do vírus tem dificultado uma das principais estratégias de controle da doença: identificar e acompanhar pessoas que tiveram contato com pacientes contaminados.

Com o aumento dos casos, as equipes de saúde precisam ampliar o monitoramento de possíveis infectados e agir rapidamente para impedir que novas cadeias de transmissão sejam formadas.

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A situação também aumenta a pressão sobre a estrutura de atendimento e vigilância epidemiológica do país, diante da necessidade de identificar novos casos em um cenário de transmissão acelerada.

COMO O EBOLA É TRANSMITIDO?

O Ebola é uma doença viral grave que pode ser transmitida por meio do contato direto com sangue ou outros fluidos corporais de uma pessoa infectada.

Entre os primeiros sintomas estão febre, fraqueza e dores musculares. A evolução, entretanto, pode ser rápida e levar a quadros graves, incluindo hemorragias e falência de órgãos.

A identificação precoce dos casos e o acompanhamento das pessoas que tiveram contato com pacientes infectados são medidas fundamentais para tentar reduzir a propagação do vírus.

EPIDEMIA PODE SUPERAR SURTO HISTÓRICO

A Organização Mundial da Saúde (OMS) alertou que a epidemia permanece fora de controle e pode superar, em impacto, o surto de Ebola registrado na África Ocidental entre 2014 e 2016.

Aquele episódio foi considerado o mais mortal já registrado da doença, com mais de 11 mil mortes, principalmente na Guiné, na Libéria e em Serra Leoa.

O ritmo atual de crescimento no Congo aumenta a preocupação internacional e coloca as autoridades diante do desafio de ampliar rapidamente as ações de vigilância, rastreamento e controle da transmissão.

SITUAÇÃO EXIGE RESPOSTA RÁPIDA

Com mais de seis mil casos confirmados e três mil mortes, o surto impõe uma corrida contra o tempo às equipes de saúde.

A dificuldade em identificar todos os contatos dos pacientes e interromper as cadeias de transmissão é um dos principais obstáculos para conter a epidemia. A evolução dos números será acompanhada pelas autoridades de saúde e por organismos internacionais, diante do risco de que a doença continue avançando em ritmo acelerado.

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