O eclipse solar de 2027 promete um espetáculo raro no céu. Em 2 de agosto, a Lua encobrirá completamente o Sol por até 6 minutos e 23 segundos, com o maior período de totalidade previsto para uma região do Egito.
A faixa de sombra terá aproximadamente 258 quilômetros de largura e atravessará oito países: Espanha, Marrocos, Argélia, Líbia, Egito, Arábia Saudita, Iêmen e Somália. No sul da Espanha, a totalidade poderá ser acompanhada na região do Estreito de Gibraltar.
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Apesar da duração impressionante, o fenômeno não será o maior do século. Um eclipse ocorrido em 22 de julho de 2009 chegou a 6 minutos e 39 segundos de totalidade. Já uma duração máxima superior à prevista para 2027 só voltará a aparecer em 3 de junho de 2114.
O tempo prolongado está relacionado à posição da Lua durante o alinhamento com a Terra e o Sol. Em 2027, o satélite estará próximo do perigeu, ponto de a órbita em que fica mais perto da Terra, aumentando seu tamanho aparente e prolongando a passagem da sombra.
Durante os minutos de totalidade, a luminosidade cairá rapidamente e a temperatura poderá diminuir. O momento também permitirá observar a coroa solar e estrelas durante o dia, além de alterações na atmosfera e fenômenos associados aos ventos solares.
A expectativa é que o evento atraia pesquisadores para diferentes pontos do norte da África e do Oriente Médio. No Brasil, entretanto, será preciso esperar: o próximo eclipse solar total visível no país está previsto para 12 de agosto de 2045.
Os eclipses mais longos
- 2009: 6 minutos e 39 segundos
- 2027: 6 minutos e 23 segundos
- 2114: 6 minutos e 32 segundos
Como observar: nunca olhe diretamente para o Sol durante as fases parciais. A recomendação é utilizar óculos próprios para eclipses com certificação ISO 12312-2 e filtros solares adequados em câmeras e telescópios. A proteção só deve ser retirada durante a totalidade completa e recolocada imediatamente quando a luz solar retornar.
