Um voo da Flydubai que seguia dos Emirados Árabes Unidos para Tel Aviv, em Israel, viveu momentos de pânico nesta quarta-feira (30), depois de uma ocorrência dentro da cabine de comando. A aeronave acabou desviada para a Arábia Saudita e pousou em segurança no aeroporto de Tabuk, com 174 pessoas a bordo, entre elas 27 crianças.
De acordo com as primeiras informações divulgadas pelas autoridades israelenses e por veículos que acompanham o caso, o copiloto teria atacado o comandante com uma faca e tentado interferir no controle da aeronave. A situação foi percebida pelos passageiros, que ouviram gritos vindos da cabine.
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A aeronave começou então a perder altitude de maneira repentina. Dados divulgados sobre o voo indicam uma queda de aproximadamente 5 mil metros em poucos minutos. O momento provocou pânico entre os passageiros, que não sabiam inicialmente o que estava acontecendo.
O episódio foi controlado depois que um piloto que estava viajando como passageiro e pessoas que estavam a bordo entraram em ação. Eles conseguiram conter o homem apontado como responsável pelo ataque e impedir que a situação avançasse.
Relatos de passageiros descrevem gritos, sangue e uma forte movimentação na parte dianteira do avião. Um dos passageiros contou à televisão israelense que, durante a queda brusca, chegou a acreditar que estava diante de um novo ataque semelhante aos atentados de 11 de setembro de 2001.
A aeronave transmitiu inicialmente um código de emergência e, posteriormente, o código 7500, utilizado internacionalmente para indicar uma situação de possível sequestro. Caças israelenses chegaram a ser acionados diante da emergência.
Apesar da gravidade do episódio, o Boeing 737 MAX conseguiu seguir para a Arábia Saudita e pousou em Tabuk. Os dois pilotos foram encaminhados para atendimento médico após o pouso.
As primeiras informações apontam que o copiloto seria natural de Omã e estaria trabalhando na companhia aérea havia cerca de oito meses. A motivação para o ataque ainda não está totalmente esclarecida.
Autoridades israelenses classificaram o episódio como uma tentativa de ataque terrorista e afirmaram que o objetivo poderia ter sido derrubar o avião. Ao mesmo tempo, outras informações divulgadas pela imprensa israelense apontaram que também está sendo considerada a hipótese de uma tentativa de suicídio.
A Flydubai pediu cautela até que a investigação determine o que aconteceu dentro da cabine e qual teria sido a motivação do piloto. O caso envolve autoridades de Israel, dos Emirados Árabes Unidos e da Arábia Saudita.
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Após o pouso, a companhia suspendeu temporariamente os voos para Israel. Os passageiros foram posteriormente levados de volta ao país em uma aeronave enviada para a operação de retorno.
