O governo dos Estados Unidos pretende permitir que a população acompanhe a execução de Nidal Malik Hasan, ex-psiquiatra do Exército condenado pelo massacre ocorrido em Fort Hood, no Texas. O anúncio foi feito nesta quinta-feira (8) pelo secretário de Defesa americano, Pete Hegseth, que também indicou 3 de dezembro de 2026 como data prevista para o cumprimento da sentença.
Hasan foi condenado à morte após abrir fogo contra militares e outras pessoas em uma instalação da base, em novembro de 2009. A possibilidade de transmitir a execução amplia a repercussão de um caso que marcou a história recente das Forças Armadas americanas e levanta questionamentos sobre a exposição pública de uma pena capital.
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Em entrevista a um canal conservador, Hegseth afirmou que as pessoas poderão assistir ao procedimento. Até o momento, porém, não foram detalhados o meio de transmissão nem as condições para que o público tenha acesso às imagens.
A execução pode marcar um acontecimento raro na história militar americana. Se ocorrer na data prevista, será a primeira execução realizada pelas Forças Armadas dos Estados Unidos desde 1961. O método anunciado é o fuzilamento, uma forma de execução pouco utilizada no país.
Ataque matou 13 pessoas
O massacre ocorreu em 5 de novembro de 2009, quando Hasan disparou contra pessoas em uma unidade de atendimento médico de Fort Hood. Treze pessoas morreram, entre elas 12 militares, e dezenas ficaram feridas.
Na época, Hasan trabalhava como psiquiatra do Exército. Ele foi julgado por uma corte militar e condenado à morte em 2013, após ser considerado culpado por homicídios premeditados e tentativas de homicídio. O ataque provocou uma ampla discussão sobre segurança dentro das instalações militares e sobre os sinais que antecederam a violência.
Transmissão gera questionamentos
A proposta de exibir a execução ao público levanta dúvidas sobre os limites entre transparência institucional e exposição de uma morte como espetáculo. Também não foram esclarecidos todos os detalhes operacionais para a realização do procedimento.
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Nos Estados Unidos, execuções costumam ocorrer diante de um grupo restrito de testemunhas, conforme as regras aplicáveis a cada jurisdição. A possibilidade de ampliar o acesso por meio de uma transmissão representa uma situação incomum e pode gerar novos debates sobre a aplicação da pena de morte.
