Saiba tudo sobre a trajetória e intensidade do supertufão Champi. Ele atingirá o Brasil? Descubra os impactos esperados na Ásia.

O supertufão Champi se tornou o ciclone mais intenso de 2026 nesta quarta-feira (21/10), ao registrar ventos de até 296 km/h sobre o Oceano Pacífico, segundo informações da Nasa. A tempestade atingiu força equivalente à categoria 5 na escala Saffir-Simpson, utilizada para classificar furacões de acordo com a velocidade dos ventos.

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O fenômeno avança pelo Pacífico em direção ao leste da Ásia, mas ainda não há certeza sobre sua trajetória. Modelos meteorológicos indicam diferentes possibilidades: enquanto alguns apontam um deslocamento em direção a Taiwan e, posteriormente, à China, outros preveem uma mudança de rumo para nordeste, com possível aproximação do Japão. O Champi não deve afetar o Brasil, já que está localizado no Oceano Pacífico, distante do território brasileiro.

Super tufão passou perto de Guam

O Champi se formou como tempestade tropical na quinta-feira (15/10) e se intensificou rapidamente. Em menos de dois dias, o sistema atingiu ventos equivalentes aos de um furacão de categoria 4.

Durante o deslocamento em direção ao noroeste do Pacífico, a tempestade passou a menos de 10 milhas de Guam, território norte-americano, no sábado (17/10). A distância equivale a aproximadamente 16 quilômetros.

Seis horas depois de passar pela região, o Champi alcançou pela primeira vez a intensidade equivalente à categoria 5, com ventos sustentados próximos de 265 km/h. O sistema enfraqueceu brevemente, mas voltou a atingir essa classificação no dia seguinte.

Na quarta-feira (21/10), o fenômeno alcançou novamente o patamar máximo de intensidade, tornando-se o ciclone mais forte do ano em velocidade dos ventos até aquele momento.

Champi supera ventos do furacão Polo

Os ventos sustentados do Champi ultrapassaram os 289 km/h registrados pelo furacão Polo, que se formou ao largo do México em setembro de 2026.

Apesar disso, o Champi não superou todos os parâmetros de intensidade do Polo. A pressão central mínima do furacão mexicano chegou a 892 milibares, enquanto a do supertufão ficou em 895 milibares.

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A pressão central é um dos indicadores utilizados para avaliar a intensidade de sistemas tropicais. Em geral, quanto menor a pressão no centro da tempestade, mais intenso tende a ser o sistema.

O recorde de velocidade dos ventos continua pertencendo ao furacão Patricia, que atingiu aproximadamente 346 km/h em 2015.

Tempestade começa a perder força

Após alcançar seu pico de intensidade, o Champi começou a enfraquecer na quarta-feira. De acordo com o Centro Conjunto de Alerta de Tufões dos Estados Unidos, os ventos máximos sustentados recuaram para pouco mais de 273 km/h.

A previsão dos meteorologistas era de que o sistema continuasse se deslocando para noroeste, sobre águas oceânicas mais frias. A redução da temperatura da superfície do mar tende a diminuir a energia disponível para alimentar tempestades tropicais, favorecendo o enfraquecimento.

Mesmo com a perda gradual de intensidade, a trajetória do Champi permanecia incerta. Por isso, o possível impacto sobre áreas da Ásia dependia da evolução do sistema e das atualizações das previsões meteorológicas.

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