A Justiça do Pará tornou ré, na tarde desta quarta-feira (05), a advogada Juliana Giugni Cavalcante Sobrinho de Melo pela morte da própria mãe, a aposentada Arlene Giugni da Silva, de 64 anos. A vítima foi morta a golpes de faca no dia 18 de janeiro desse ano, no edifício Villa Dei Fiore, localizado na travessa Dr. Moraes, no bairro Batista Campos, em Belém. Nos últimos dias, o caso teve uma grande reviravolta.

Na época do crime, o advogado Leonardo Felipe Giuni Bahia, irmão de Juliana havia confessado ter assassinado a mãe e tentar matar a irmã. Ele chegou a ser denunciado como autor dos dois crimes. Porém, os laudos de exame de corpo de delito apontaram vestígios, predominantemente, da irmã na lâmina da faca de madeira.

Após a inclusão de novas perícias, a Promotoria concluiu que o crime contra a vítima foi praticado, na verdade, pela filha. Também há depoimentos de três testemunhas que reforçam o convencimento da Promotoria. Leonardo, que permanece preso, foi declarado coautor do assassinato devido aos exames também terem identificado vestígios dele na arma do crime.

Levando em conta esses fatos, o Ministério Público acredita que, em liberdade, a  Juliana Giugni poderia alterar as provas do processo, intimidar as testemunhas ou fugir. Por conta disso, pediu sua prisão preventiva.

Na determinação, o juiz João Augusto de Oliveira Junior, titular da1ª vara de Violência Domestica e Familiar de Belém, indeferiu o pedido de prisão preventiva contra Juliana, por fragilidade dos indícios de autoria. Na última segunda-feira (04), a defesa da ré solicitou a não decretação da prisão por falta de elementos.

Juliana Giugni e a mãe, Arlene Giugni da Silva. Foto: Arquivo pessoal

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