O governo federal deve promover um reajuste nos limites de renda do programa Minha Casa, Minha Vida (MCMV). A proposta prevê a elevação do teto da Faixa 1, que atualmente atende famílias com renda mensal de até R$ 2.850, para cerca de R$ 3.200. Já o limite da Faixa 2 deve passar de R$ 4.700 para aproximadamente R$ 5.000.

As informações foram antecipadas pelo ministro das Cidades, Jader Filho, em entrevista à Folha de S.Paulo. Segundo ele, a revisão deve alcançar todas as categorias do programa. “Todas as faixas terão reajuste. A gente deve, até o final desta semana, chegar à conclusão disso”, afirmou.

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Ajuste acompanha mudanças econômicas

De acordo com o ministro, a atualização dos valores não está relacionada a fatores políticos, mas a mudanças econômicas recentes. Em 2024, famílias com renda de até dois salários mínimos estavam enquadradas na faixa com maior subsídio. Com o reajuste do salário mínimo, parte desse público passou a ultrapassar o limite estabelecido, o que motivou a reavaliação dos critérios.

O setor imobiliário já aguardava a correção desde o ano passado. O Minha Casa, Minha Vida é voltado à compra do primeiro imóvel, com financiamento facilitado e taxas de juros reduzidas, e atualmente contempla famílias com renda bruta mensal de até R$ 12 mil, distribuídas nas seguintes faixas:

  • Faixa 1: até R$ 2.850
  • Faixa 2: de R$ 2.850,01 a R$ 4.700
  • Faixa 3: de R$ 4.700,01 a R$ 8.600
  • Faixa 4: de R$ 8.600,01 a R$ 12.000
  • Faixa 4 deve ganhar maior adesão

Criada em abril de 2024, a Faixa 4 ampliou o acesso ao financiamento habitacional para famílias de renda intermediária. Segundo a presidente da Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip), Priscilla Ciolli, esse segmento deve registrar maior volume de contratos a partir de 2026.

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Em avaliação apresentada durante coletiva de imprensa realizada na terça-feira (27), em São Paulo, Ciolli afirmou que o mercado passou por um período de adaptação após a criação da nova faixa. De acordo com ela, incorporadoras, construtoras e instituições financeiras precisaram ajustar parâmetros como perfil de renda, padrão dos imóveis e condições de financiamento para operar dentro do novo modelo.

A definição oficial dos novos limites de renda deve ser anunciada pelo governo federal nos próximos dias.

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