A comoção provocada pela morte do cão comunitário conhecido como Orelha, na praia Brava, em Florianópolis (SC), ultrapassou fronteiras estaduais e transformou a indignação em mobilização popular. Em Belém, a repercussão do caso levou centenas de pessoas às ruas na manhã deste domingo (1º), em um protesto que uniu ativistas, protetores independentes e cidadãos comuns em defesa da causa animal e contra a impunidade.

A manifestação ocorreu na Praça da República e tomou conta do espaço ao longo da manhã, com concentração crescente de participantes. Faixas, cartazes e camisetas com mensagens de repúdio à violência contra animais marcaram o ato, que teve caráter pacífico e forte apelo simbólico. A mobilização cobrou responsabilização dos envolvidos no caso e reforçou a necessidade de aplicação efetiva da legislação que pune maus-tratos.

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Durante o ato, os participantes caminharam pela área central da praça e ocuparam os arredores em um gesto coletivo de denúncia. O clima foi de comoção, mas também de organização, com discursos espontâneos, aplausos e palavras de ordem em defesa da vida animal.

Muitos manifestantes levaram seus próprios pets, reforçando o caráter simbólico do protesto. Vídeos e fotos na internet mostram a grandiosidade do protesto na cidade, como o postado pela pagina do Instagram, @olevemente. Veja abaixo:

Além de Belém, atos semelhantes foram registrados em São Paulo, onde manifestantes se concentraram na região do Museu de Arte de São Paulo (Masp), e em Campinas, no interior paulista. No Rio de Janeiro, protestos ocorreram no Aterro do Flamengo e também em pontos da orla da Zona Sul. Florianópolis, cidade onde o cão Orelha vivia, também registrou mobilização pública em áreas centrais, reunindo moradores e defensores da causa animal.

As manifestações contaram com a presença de nomes conhecidos da militância em defesa dos animais. Em São Paulo, a ativista Luisa Mell participou do ato e se somou aos protestos que pediam justiça no caso e maior rigor no enfrentamento aos crimes de maus-tratos. Veja abaixo:

Os protestos Brasil afora reforçaram o sentimento de que o caso de Orelha não deve ser tratado como um episódio isolado. Para os participantes, a mobilização representa um alerta sobre a frequência de episódios de violência contra animais e a necessidade de respostas mais firmes do sistema de Justiça.

O caso de Orelha veio a público após a confirmação de que o cão morreu no início de janeiro, em Santa Catarina, em decorrência de agressões graves na região da cabeça. O animal, que era cuidado pela comunidade local, precisou ser submetido à eutanásia durante atendimento veterinário.

As investigações seguem em andamento, com adolescentes apontados como suspeitos e procedimentos conduzidos pela Polícia Civil, com acompanhamento do Ministério Público.

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Os organizadores do ato em Belém afirmam que a mobilização deve continuar, tanto nas ruas quanto nas redes sociais, até que o caso tenha um desfecho judicial considerado satisfatório pelos defensores da causa animal.

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