A imensidão do Rio Xingu, no Pará, serviu de cenário para um registro que entusiasma especialistas em conservação ambiental. Durante as rondas de rotina, equipes de monitoramento da Usina Hidrelétrica Belo Monte em Altamira, sudoeste paraense, flagraram duas antas atravessando a nado o reservatório intermediário do empreendimento.

O registro, mais do que uma imagem rara, é um indicador robusto de que a fauna nativa está utilizando ativamente as áreas de proteção para se deslocar e buscar recursos. As antas avistadas seriam mãe e filhote e residem na Área de Preservação Permanente (APP) que circunda a usina.

Conteúdo Relacionado

Esse cinturão verde não é apenas uma exigência legal, mas um ecossistema funcional que oferece abrigo, alimento e, crucialmente, conectividade. Para animais que dependem de grandes territórios, a manutenção dessa vegetação nativa funciona como um porto seguro em meio às transformações da paisagem amazônica. 

Quer saber mais do Pará? Acesse o nosso canal no WhatsApp

A presença da espécie em Belo Monte é um sinal positivo: por serem extremamente sensíveis a alterações ambientais e à caça, o fato de estarem circulando livremente indica que o ambiente ainda mantém condições de equilíbrio e segurança.

Veja o vídeo:

MAIS ACESSADAS