A guerra no Leste Europeu segue produzindo impactos que ultrapassam fronteiras e alcançam famílias brasileiras. Mais um cidadão do país perdeu a vida no conflito entre Ucrânia e Rússia, ampliando a lista de estrangeiros que se envolveram diretamente nos combates e acabaram vitimados pela escalada da violência.
Natural de Rurópolis, no oeste do Pará, Wesley Adriano Silva, identificado como SGT Índio, atuava como voluntário ao lado das forças ucranianas quando morreu na cidade de Kupiansk, região próxima à linha de frente no leste do país. Informações iniciais indicam que ele foi atingido durante um ataque de artilharia, sem participação em confronto direto no momento do ocorrido.
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O caso reforça a característica cada vez mais letal da guerra moderna, na qual mísseis, drones e bombardeios atingem alvos a quilômetros de distância. Nesse tipo de cenário, soldados e voluntários ficam expostos mesmo fora das trincheiras ou de operações ofensivas.
Com a morte de Adriano, aumenta o número de brasileiros afetados pelo conflito. Dados do Ministério das Relações Exteriores apontam ao menos 22 cidadãos do Brasil mortos e outros 44 desaparecidos desde o início da guerra, embora o nome do paraense ainda não conste oficialmente na contagem.
Em comunicado divulgado em julho de 2025, o Itamaraty já havia alertado sobre os riscos de ingresso em zonas de guerra e as limitações da assistência consular a quem se alista em forças estrangeiras.
Nas últimas semanas, o conflito voltou a registrar ofensivas de grande escala. Ataques coordenados com centenas de drones e mísseis atingiram cidades ucranianas, alcançando áreas residenciais e estruturas essenciais, como redes de energia e instalações industriais, elevando o número de vítimas e ampliando a destruição.
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Às vésperas de completar cinco anos, a guerra segue sem perspectiva de trégua. A intensificação do uso de armamentos de longo alcance e veículos aéreos não tripulados transformou praticamente todo o território ucraniano em área de risco, afetando civis, militares e voluntários estrangeiros que decidiram participar do conflito, como foi o caso de Wesley Adriano Silva.
